Candidatura das fortalezas da raia à UNESCO prevê incluir as espanholas

A candidatura das Fortalezas Abalu-artadas de Valença, Almeida, Elvas e Marvão a Património Mundial, pela UNESCO, prevê integrar fortalezas espanholas da raia para dar uma «dimensão transfronteiriça» ao processo, foi esta semana anunciado.
A candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, que foi apresentada na semana passada aos jornalistas no Forte da Graça, em Elvas, no distrito de Portalegre, integra a lista indicativa ao Património Mundial de Portugal, num total de 22 bens candidatos a esta distinção da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
De acordo com o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, a «candidatura em série» das Fortalezas Abaluartadas da Raia é a «primeira do género apresentada em Portugal», estando «aberta» a acolher as fortalezas da raia espanhola, nomeadamente as de Badajoz e de Ciudad Rodrigo. «Do lado português, existe também a pretensão de englobar outras fortificações, como as de Estremoz e de Campo Maior», acrescentou.
Os responsáveis da candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, projecto que envolve os municípios portugueses de Valença, Almeida, Elvas e Marvão, decidiram criar «um órgão de gestão» no sentido de «acertar as regras» da parceria para que a candidatura chegue a “bom porto”.
As fortificações da cidade raiana de Elvas foram classificadas como Património Mundial, na categoria de bens culturais, em Junho de 2012, no decorrer da 36.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO. Mas, segundo o autarca, o objetivo de Elvas se envolver numa segunda classificação passa por conseguir atingir «uma maior visibilidade», num trabalho que será desenvolvido em rede com os outros municípios envolvidos.
Além das Fortalezas Abaluartadas da Raia, a lista indicativa ao Património Mundial de Portugal engloba, entre outras candidaturas, os caminhos de peregrinação a Santiago de Compostela, as obras do arquiteto Siza Vieira ou as levadas da Madeira.
O Governo divulgou em Maio, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o resultado da revisão, iniciada em 2013, da lista indicativa de Portugal de 2004, realizada pela Comissão Nacional da UNESCO.
Portugal já conta com 15 bens na Lista do Património Mundial, encontrando-se entre os 20 países com maior número de bens inscritos: Angra do Heroísmo (Açores), Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa), Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo (Tomar), Centro Histórico de Évora, Mosteiro de Alcobaça, Paisagem Cultural de Sintra, Centro Histórico do Porto, Coa e Siega Verde, Floresta Laurissilva da Madeira, Centro Histórico de Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Paisagem da Vinha da Ilha do Pico (Açores), Elvas e suas fortificações e Universidade de Coimbra.

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