Casos de gripe estão a aumentar nas urgências da ULS da Guarda

O número de episódios de gripe tem estado a aumentar nos serviços de urgências da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda. De acordo com os dados divulgados pela monitorização dos serviços de Urgência, disponíveis no site da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no dia 11 foram registados 52 casos de gripe enquanto que cinco dias antes tinham sido diagnosticados 32 episódios. Este dado contabiliza os doentes atendidos nas Urgências do Hospital da Guarda, no serviço de Urgência Basica (SUB) de Seia e na SUB de Vila Nova de Foz Côa.
Os 52 casos de gripe do dia 11 de Dezembro foram apurados entre os 201 atendimentos nos três serviços de Urgência da ULS da Guarda. No hospital da Guarda foram atendidos 90 doentes, em Seia 78 e em Vila Nova de Foz Côa 33.
Nos primeiros 11 dias de Dezembro foram atendidos nas Urgências do Hospital da Guarda 1217 doentes, sendo que o dia 2 foi aquele que registou maior afluência (136). Na SUB de Seia foram atendidos até dia 11 de Dezembro 823 doentes, tendo o dia 2 sido aquele com mais movimento (93). Na SUB de Vila Nova de Foz Côa foram atendidos 394 utentes nos primeiros 11 dias deste mês, tendo os dias 5 e 6 registado maior afluência (53).
A direcção-geral da Saúde (DGS) está a monitorizar os casos de gripe em Portugal, mas a subdiretora-geral da Saúde, Graça de Freitas, assegurou na semana passada à Lusa que doença está nos níveis considerados normais para esta época do ano.
«Ainda estamos dentro da actividade basal da gripe, ainda não há epidemia, há casos esporádicos, no entanto, até agora, de facto, os vírus encontrados são H3N2, que são o tipo de vírus mais capaz de se propagar e que dá epidemias mais intensas», declarou aquela responsável. Segundo Graça de Freitas, o número de vírus que até agora foi identificado «ainda é muito pequeno» para que as autoridades possam ter a certeza de que o H3N2 venha a ser o vírus dominante nesta época, mas, caso seja, é um tipo de vírus «mais competente» e que se propaga «com muita facilidade», originando «epidemias grandes», alertou.
A subdiretora-geral da Saúde esclareceu ainda que a época gripal dura entre oito a doze semanas, coincindido, habitualmente, em Portugal, com o final de Dezembro e o início de Janeiro. «Nós só sabemos que atingimos o pico [da gripe] quando começamos a descer, mas ainda não atingimos a actividade epidémica clara, ainda não iniciámos a subida», concluiu. A taxa de incidência gripal entre 28 de Novembro e 4 de Dezembro foi de 30 por 100.000 habitantes, com tendência crescente, segundo o Boletim de Vigilância Epidemiológica divulgado pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge.

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