Cidadãos de Celorico preocupados com animais errantes

Cansados da falta de resposta da Câmara de Celorico da Beira, os subscritores de um abaixo-assinado onde expressam a sua «preocupação face à grave situação dos animais errantes no concelho», entregue há quase dois meses, estão a «equacionar pedir nova entrevista» ao presidente, «e já lá vão várias, insistindo relativamente à questão». «Não houve qualquer resposta» desde a entrega do abaixo-assinado ao presidente da autarquia, José Monteiro, no passado dia 20 de Junho, lamenta Maria da Graça Pinto, uma das subscritoras.
«Para além de mim há uma série de munícipes que estão envolvidos nesta campanha e que se têm disponibilizado inclusive para colaborar na resolução dos problemas», afirma, sublinhando que «nessa entrevista [realizada a 20 de Junho] houve alguém que se disponibilizou para levar a cabo iniciativas para angariar fundos para ajudar nas soluções que fossem necessárias». «O espírito é construtivo», garante, ressalvando haver «responsabilidades que nos ultrapassam que são da autarquia e dos ministérios competentes para cumprimento da lei de Agosto de 2016».
O abaixo-assinado, onde é solicitado que sejam adoptadas medidas «no sentido de ser implementada a lei nº27 de 23 de Agosto que estipula a recolha dos animais errantes, a sua esterilização e encaminhamento para adopção», data de Junho passado mas o problema já existe há mais tempo, assim como a primeira reunião com a autarquia. «A primeira vez foi na sequência de cães abandonados que apareceram envenenados, no início de Março. Isto é um processo que se arrasta há muito tempo e de facto estamos muito preocupados», constata Maria da Graça Pinto, alertando para a necessidade da esterilização. «É de uma urgência muito grande na medida em que é uma bola de neve, as cadelas vão tendo crias e é um problema que não tem fim», justifica, destacando ainda a necessidade da construção de um canil, «porque não há local e nos arredores os centros de recolha de animais estão sobrelotados», e sobre a qual não obtiveram «qualquer resposta».
Sem resposta ficou ainda o orçamento de uma veterinária local para a esterilização dos animais. «Devo dizer que não estamos muito optimistas face à situação», confidencia a subscritora.
José Luís Cabral garante que a Câmara de Celorico da Beira «não se imiscui da problemática dos cães errantes», mas defende que a autarquia não pode avançar como «medidas avulsas». «Quando digo medidas avulsas não quer dizer que não são benéficas, todas as opiniões são importantes», ressalva o vice-presidente, adiantando algumas das medidas que estão a ser equacionadas. «Neste momento penso que as saídas são esta: socorrermos-nos dos outros canis», como sejam os da Mêda, da Guarda, ou de Oliveira do Hospital, como já aconteceu, enquanto não construirem o Canil Municipal de Celorico da Beira, cujo projecto «já está elaborado», na antiga ETAR daquela vila. Nessa altura «deverá ser tida em conta a proposta feita pela senhora veterinária, em termos de esterilização, e a própria Câmara avançar, com verba em termos de orçamento, para colmatar essas situações, com um grupo de voluntários e transformar o espaço – essa é a nossa intenção, que tem dois locais que permitem ter mini-auditórios, para que as nossas escolas possam fazer visitas e ver como é que se trabalha com os animais, como é que o veterinário age, filmes também…», adianta José Luís Cabral.
«Se me perguntar se já devia ter sido feito, já», admite, garantindo que «entretanto acautelámos a situação com o envio para outros canis».
GM

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