CIM Douro mantém o foco na ampliação da Linha Ferroviária do Douro até Barca d’ Alva

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), Carlos Silva Santiago, foi reeleito para um segundo mandato e disse que a região mantém o foco nos projectos da Linha do Douro, no IC26 e via navegável.

O também presidente da Câmara de Sernancelhe sublinhou que a CIM Douro já delineou a estratégia para a região, no primeiro mandato, objectivos que espera ver concretizados com a ajuda do novo quadro comunitário de apoio, o Portugal 2030, ou do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). «Continuamos muito vincados na ampliação da Linha Ferroviária do Douro até Barca d’ Alva, é esta a nossa ambição, temos este compromisso que está em curso no estudo que está a ser feito na comissão de trabalho», salientou.

Em Maio foi formalizado o grupo de trabalho que vai estudar e definir o modelo de reabertura do troço da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d’Alva, devendo apresentar as conclusões em 14 meses. Este grupo vai estudar e delinear o modelo de reabertura do troço ferroviário de 28 quilómetros que foi encerrado em 1988, é coordenado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e junta ainda dois autarcas, em representação da Comunidade Intermunicipal do Douro e elementos da Infraestruturas de Portugal (IP).

«Queremos continuar a insistir na construção do Itinerário Complementar 26 (IC26), nesta ligação rodoviária que é fundamental para o nosso território, e na valorização, obviamente, da Via Navegável do Douro, entre muitos projectos que nós temos definidos no nosso plano e que vão ao encontro dos objectivos da Comissão Europeia para a coesão», frisou. É por isso que disse que a CIM Douro está «a lutar» e salientou que não vai «desviar o foco daquilo que é a essência do que foi discutido e foi aprovado». «Obviamente que a CIM do Douro estará com os 19 autarcas muito empenhados em perceber os avisos, em ter projectos de imediato, para poder trazer para o território o investimento que tanto nós precisamos, procurando a verdadeira coesão territorial. É para isso que os fundos comunitários servem, para criar coesão no território e não acentuar cada vez mais as assimetrias a que todos temos assistido», salientou.

Carlos Silva Santiago foi reeleito numa reunião extraordinária, que decorreu Terça-feira, para um novo mandato de quatro anos e vai ter como vice-presidentes Nuno Gonçalves, presidente da Câmara de Torre de Moncorvo (que ocupou esta função de vice-presidente da CIM Douro no mandato anterior) e Luís Machado, presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião.

Para além do conselho intermunicipal, são órgãos da comunidade intermunicipal a assembleia intermunicipal, o secretariado executivo intermunicipal e o conselho estratégico para o desenvolvimento intermunicipal.

Para o secretariado executivo intermunicipal foi eleita a lista liderada por Domingos Carvas, ex-presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, ocupando João Rodrigues o cargo de segundo secretario executivo intermunicipal.

Fazem parte da CIM Douro os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Moimenta da Beira, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

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