Companhia de Dança de Évora apresenta nova produção no TMG

A Companhia de Dança Contemporânea de Évora apresenta este Sábado no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 21h30, a sua nova produção, IN-SHELL-SIDE. Um espectáculo que é «uma viagem. Uma passagem para outro estado psíquico, emocional e físico. É uma troca de tudo por tudo. É partilha, cumplicidade, confiança, força, direcção, é LUZ». IN-SHELL-SIDE «é o Alfa e o Ómega. É o micro e o macro de uma partícula. É um átomo em deriva constante. É energia que pulsa nos corpos e entre os corpos, é o que nos liga ao universo e o universo a nós. É acção que constrói e desconstrói padrões de movimento. É a vida natural e construída!», descreve Nélia Pinheiro, responsável pela direcção e coreografia do espectáculo e uma das bailarinas.
IN-SHELL-SIDE, lê-se na nota sobre o espectáculo, «reflectindo sobre o conceito de contemporaneidade: a relação entre imagem e realidade, a fragmentação do espaço e do tempo, como padrão de relevância nas vidas virtuais que desenvolvemos cada vez mais, o aumento da globalização», «reúne um grupo de criativos oriundos de diferentes disciplinas artísticas». «A obra pensada como um processo de pesquisa contínuo, baseada no desenvolvimento das diferentes tipologias de materiais pertencentes a cada meio envolvido (movement research, som, imagens/vídeo) recorre, no mesmo sentido, ao potencial de cada domínio como ferramentas comuns (real time composition, vídeo editing)», refere o documento.
IN-SHELL-SIDE «representa uma tentativa de tornar visíveis elementos, mais que desenhar um produto. O que não se diz exprime-se em posturas corporais que revelam linhas de força, que falam a linguagem do não verbalizável, e se constituem em emblemas de significação. «No repertório do corpo e do gesto contemporâneo os intérpretes desenham movimentos numa relação com o vídeo, luz e som. O trabalho de cena começa por questionar onde o movimento nasce no corpo, explorando estados privados e performativos, articulando e não articulando fisicalidade», conclui.
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), resume a sua página oficial, nasceu do desejo da coreógrafa e bailarina Nélia Pinheiro de desenvolver, em Évora, um projecto artístico de intervenção comunitária, através de uma estratégia de descentralização cultural. O percurso foi iniciado em 1989 pelos grupos profissionais Dance In (1989-1991) e Oficina de Dança (1991-1994), dinamizadores de um trabalho de pesquisa-criação que, em 1994, gerou a base de sustentabilidade para a criação da CDCE como companhia de reportório.
Foi no contexto da formação de um reportório artístico de qualidade e inovação que a companhia, dirigida artisticamente por Nélia Pinheiro, desenvolveu um conjunto de estratégias transversais na dança, com o objectivo de criar e formar de públicos na região, explica.
Em 1999, com o fim do ciclo da linguagem de reportório, a companhia adoptou uma linha de autor, baseada no percurso artístico dos criadores residente Nélia Pinheiro e Rafael Leitão. Todavia, esta linha de criação acolhe anualmente outros coreógrafos nacionais e estrangeiros. As criações da companhia percorrem ao longo do ano, o território nacional e já participaram em festivais na Espanha, Áustria, Polónia, Dinamarca, Itália e Letónia.
As componentes da actividade artística, da pesquisa, da identidade, que confluem, num necessário equilíbrio, num mesmo espaço de experimentação, assentam no papel primordial da dança enquanto factor de desenvolvimento cultural da comunidade e no diálogo entre as várias expressões artísticas contemporâneas, entende a companhia.
Actualmente, a CDCE esta-beleceu na região uma programação artística regular, articulada com algumas autarquias, incentivando a criação, a formação e difusão da dança junto do público, jovem e de outras faixas etárias, que tem vindo a ser conquistado no Alentejo. Este trabalho de natureza globalizante fomenta a descentralização da dança portuguesa, a promoção de um desenvolvimento cultural integrado, o contributo para o esbater das assimetrias culturais, conclui.

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