Comunidades intermunicipais do Centro apresentam oito investimentos prioritários

As comunidades intermunicipais do Centro reunidas Quarta-feira em Conselho Regional, em Coimbra, anunciaram a aprovação de um documento com oito investimentos prioritários, um por cada uma, no montante de mil milhões de euros, para serem financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) 2021-2026. A Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras e Serra da Estrela apresentou um projecto no sector tecnológico, com a criação de uma rede de alta conectividade em baixa densidade.

«O que se passou ontem foi aquilo que eu considero um marco porque, pela primeira vez, a região Centro no seu conjunto consegue, por acordo unânime das comunidades intermunicipais que a compõem, a formação de um documento que exprime as suas preocupações e os seus desejos de investimento nas suas áreas», disse ao TB o presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela, Luís Tadeu.

O dirigente, que é também presidente do Município de Gouveia, adiantou que o documento vai agora ser apresentado ao Governo, presidente da República e deputados «enquanto manifestação da força e da vontade de uma região que se quer afirmar também no âmbito deste processo do PRR».

Nos investimentos considerados prioritários, cinco são na área da saúde: ampliação e qualificação do Hospital de Aveiro, a criação do Centro Oncológico no Centro Hospitalar Viseu/Tondela e criação e reforço da rede de psiquiatria e de cuidados continuados, construção da nova maternidade de Coimbra, novo hospital do Oeste e beneficiação e ampliação do Centro Hospitalar de Leiria.

Na lista encontram-se dois projectos na área das acessibilidades, com a construção do IC31 (Beira Baixa) e da ponte de Constância/Abrantes, com ligação ao IC9, e um no sector tecnológico, com a criação de uma rede de alta conectividade em baixa densidade (Beiras e Serra da Estrela).

Na reunião de ontem do Conselho Regional do Centro (CRC), que decorreu no Convento São Francisco, em Coimbra, foi também aprovada a estratégia para o período 2020-2030. Em declarações aos jornalistas no final do encontro, o presidente do CRC, Paulo Fernandes, destacou a «enorme adesão» dos conselheiros da região na aprovação do documento que, realçou, é fundamental para documento fundamental para o desenvolvimento da região a curto, médio e longo prazo. «Sentiu-se uma enorme adesão depois de um processo muito participado, liderado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que permitiu que fosse limado e melhorado», disse o dirigente, que é também presidente do Município do Fundão.

O Conselho Regional é o órgão consultivo da CCDRC, sendo constituído por municípios, entidades da comissão permanente de concertação social do Conselho Económico e Social, representantes de juntas de freguesias, universidades, institutos politécnicos, entidades regionais de turismo, organizações não-governamentais do ambiente, associações de desenvolvimento regional, de desenvolvimento local, associações cívicas com expressão regional e individualidades de reconhecido mérito na região.

Mais pormenores na próxima edição do Jornal Terras da Beira.

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