Concelho da Meda é o que tem melhor média de filhos por mulher

Dados recentemente divulgados indicam que o concelho da Meda é o que tem maior número médio de filhos por mulher. O distrito da Guarda registou um ligeiro aumento da natalidade em 2016, tendo nascido 847 crianças, mas seis do que em 2015. Para além da Guarda, foi Trancoso e Sabugal que registaram as maiores subidas na natalidade.
Dos 14 concelhos do distrito da Guarda, o da Meda é o que regista o número médio de filhos por mulher mais elevado A média naquele concelho é de 1,54, um valor que supera mesmo a média nacional fixada em 1.36. Os dados foram divulgados recentemente pelo site Nascer em Portugal, da Fundação Manuel dos Santos, tendo por base o ano de 2016 e as contas do Instituto Nacional de Estatística e o portal Pordata. Na ordenação dos concelhos do distrito surge a Guarda com 1,2 e logo depois Sabugal com 1,25. Acima de 1 filho ainda se encontram os concelhos de Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa e Trancoso. Fornos de Algodres regista um filho por mulher. Os restantes estão abaixo.
Em 2016 nasceram 847 crianças de mães residentes nos concelhos do distrito da Guarda. De acordo com os dados do portal PORDATA, a seguir à capital de distrito, que registou o nascimento de 279 bebés, segue-se Seia com 144. Nos restantes concelhos, nenhum atingiu a fasquia dos 60. O menor número de nascimentos verificou-se em Manteigas (14). Por ordem crescente vem a seguir o concelho de Aguiar da Beira, com 24 nascimentos, segue-se Almeida (27) e Meda e Fornos de Algodres com 28 nascimentos cada. A lista prossegue com Figueira de Castelo Rodrigo (31), Pinhel (34), Celorico da Beira (35), Vila Nova de Foz Côa (38), e Trancoso, Gouveia e Sabugal com o mesmo número de nascimentos (55).
Relativamente ao ano de 2015 registou-se no distrito um ligeiro aumento de nascimentos. Nesse ano tinham sido registados 841 nados-vivos. A natalidade de 2015 para 2016 aumentou nos concelhos de Aguiar da Beira (mais 2), Almeida (mais 1), Celorico da Beira (mais 1), no Sabugal (mais 13), na Guarda (mais 17) e em Trancoso (mais 31). As maiores descidas registaram-se em Gouveia, com menos 19 nascimentos, em Figueira de Castelo Rodrigo menos 12 e em Pinhel com menos dez crianças.
Portugal registou a segunda taxa de natalidade mais baixa
A tendência para a quebra da natalidade e o aumento da idade a que se tem o primeiro filho verificou-se em todo o país, embora a ritmos diferenciados. As assimetrias regionais Norte-Sul marcaram historicamente a evolução da natalidade do país. O interior Norte e Centro é menos fecundo e o Litoral Sul tem índices mais elevados de natalidade.
Em 2016, nasceram com vida (nados-vivos) 87 126 crianças, de mães residentes em Portugal. Este valor traduz um aumento de 1,9 por cento (1 626 crianças) relativamente ao ano anterior. Do total de nados-vivos, 52,8 por cento nasceram “fora do casamento”. Portugal registou no ano passado a segunda taxa de natalidade mais baixa entre os 28 Estados-membros da União Europeia (UE) e foi um dos países cuja população diminuiu, de acordo com as primeiras estimativas sobre população publicadas esta segunda-feira pelo Eurostat. De acordo com os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE, Portugal teve em 2016 cerca de 87 mil nascimentos — o que representa uma taxa de 8,4 nascimentos por cada 1000 habitantes. É a segunda mais fraca da UE, apenas à frente de Itália, com 7,8.
O Eurostat sublinha que se registou um aumento da população da UE, de 510,3 milhões em 1 de Janeiro de 2016 para 511,8 milhões, um ano depois, mas registou-se sensivelmente o mesmo número de nascimentos e de óbitos (5,1 milhões), o que significa que a variação natural da população da União foi neutra. A variação demográfica positiva, de mais 1,5 milhões de habitantes, ficou assim a dever-se ao saldo migratório
Com 82,8 milhões de habitantes, o que representa 16,2 por cento da população total da UE, a Alemanha é o Estado-membro mais populoso, seguida da França (67 milhões), Reino Unido (65,8), Itália, (60,6), Espanha (46,5) e Polónia (38).
Em termos globais, a população aumentou ao longo de 2016 em 18 Estados-membros e desceu em 10, tendo as taxas de natalidade mais elevadas sido observadas na Irlanda (13,5 por 1000 habitantes), Suécia e Reino Unido (ambos com 11,8) e as mais baixas nos países do Sul: depois de Itália e Portugal seguem-se Grécia (8,6) e Espanha (8,7).

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