Concurso público para a concessão do Hotel Turismo da Guarda a privados deverá ser lançado Terça-feira

O impasse que ainda persiste sobre o futuro do emblemático Hotel Turismo da Guarda poderá começar a ter os dias contados,a partir da tarde da próxima Terça-feira. A Câmara da Guarda acaba de informar que está previsto que nesse dia a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, se desloque à cidade para proceder ao lançamento do concurso público para a concessão do hotel a privados.
Aquela unidade hoteleira, encerrada desde 2010, deverá ficar assim abrangida pelo programa “Revive”, que visa abrir o património ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos. A concessão será feita, por concurso público, a investidores nacionais e estrangeiros.
Na última Assembleia Municipal, o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, reagiu ao anúncio feito pelo líder distrital do PS e deputado municipal, para questionar por quanto tempo é que o concurso para o hotel vai estar aberto. «Três meses ou quatro?» perguntou o autarca, para logo lançar o desafio para que o problema seja resolvido antes das eleições. «Se a concessão não resultar em nada, se ninguém o comprar, a Câmara compra», voltou novamente a dizer Álvaro Amaro.
Recorde-se que a nova solução para o hotel foi anunciada pela secretária de Estado na sessão inaugural da Feira Ibérica de Turismo, tendo mesmo adiantado que seria ainda em Junho que se procederia ao lançamento do «novo projecto que pretende que seja não só um hotel, mas também um espaço e um polo de criação de emprego também para a região da Guarda». Ana Mendes Godinho acrescentou, na altura, que o futuro hotel será «um espaço de formação de estágios e de formação de final de curso para aqueles que já estudam na região», para que cada vez mais seja feita «a ponte entre quem está nas escolas e quem vai para o mercado de trabalho».
O edifício do Hotel de Turismo da Guarda foi vendido em 2010 pela Câmara da Guarda, então liderada pelo socialista Joaquim Valente, ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria, mas o projecto não saiu do papel e o imóvel está de portas fechadas e a degradar-se.
Em 2015, a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças realizou uma hasta pública para venda do edifício que ficou deserta. O imóvel foi posteriormente colocado à venda, pelo valor de 1,7 milhões de euros, através de um concurso público de arrendamento com opção de compra, mas a empresa interessada no negócio desistiu.
A solução passará agora pela integração do imóvel numa bolsa de edifícios históricos, a serem concessionados, por concurso público, a investidores nacionais e estrangeiros. Numa primeira fase, dada a conhecer o ano passado, a lista de concessões englobava 30 edifícios, entre os quais, o Convento de São Paulo (Elvas), Castelo de Vila Nova de Cerveira, Fortaleza de Peniche, Mosteiro de São Salvador de Travanca (Amarante) e Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra).

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