Conselho de Jurisdição Nacional do PSD analisa queixas sobre escolhas autárquicas

O Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD reuniu-se para deliberar sobre várias queixas apresentadas nos últimos meses por concelhias, entre as quais a da Guarda, que consideram que foram ultrapassadas pelas escolhas da direcção nacional, que terá reivindicado a escolha de alguns candidatos autárquicos. Segundo revelou Quarta-feira o Expresso e a Sábado, em análise estiveram também os casos de Barcelos, Castelo Branco, Lourinhã e Vila Nova de Paiva. A decisão do CJN do PSD ainda não foi revelada.

Como o TB noticiou na edição de 17 de Junho, no caso da Guarda, os militantes que fizeram a queixa acusam a direcção nacional do partido de ter decidido «em completo desrespeito pelos estatutos do PSD» por ter sido ignorada a decisão da concelhia da Guarda que aprovou por unanimidade o nome de Sérgio Costa para ser o candidato. Explicam que a Distrital da Guarda do PSD «em reunião convocada para os devidos efeitos, não colocou sequer à votação a proposta da Comissão Política de Secção da Guarda, não respeitando os estatutos do PSD, decidindo apresentar outro nome, que por sua vez não colocou à votação considerando esta última como aprovada».

Uma vez que tinha sido proposto o nome do militante Sérgio Costa para candidato, os queixosos realçam que a secção da Guarda «viu as suas competências serem desrespeitadas pelos orgãos distritais e nacionais. Orgãos esses que deviam defender as regras pelas quais a democracia interna do PSD sempre se regeu e que foi garante para a construção de uma importante implantação autárquica em todo o país».

O nome do actual presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, foi oficializado como candidato a 12 de Março. Na missiva dirigida ao Conselho Nacional de Jurisdição, os militantes da Guarda destacam que desde essa altura «a secção da Guarda não foi consultada ou ouvida sobre qualquer escolha ou decisão sobre quaisquer listas autárquicas ou qualquer outra decisão de campanha ou mesmo sobre a elaboração do programa eleitoral do PSD à Guarda». Os militantes justificam que «por respeito à dignidade democrática e da vontade dos guardenses, a Comissão Política Concelhia «apresentou a demissão em bloco». Recorde-se que Sérgio Costa além de pedir a demissão como líder da concelhia do PSD também se desfiliou do PSD. Mantém-se no executivo municipal como vereador independente e sem pelouros. Vai candidatar-se à presidência da Câmara da Guarda liderando uma plataforma independente.

Interpelado a propósito da reunião do conselho de Jurisdição Nacional do PSD para deliberar sobre queixas apresentadas por várias concelhias de serem ultrapassadas pela direcção do partido para a escolha de candidatos, Rui Rio respondeu que «é muito desagradável» assistir «a isto permanentemente». «Primeiro foi lá o processo disciplinar a mim próprio, depois um processo disciplinar ao líder da bancada [parlamentar, Adão Silva], agora é mais, nem sei bem, uns candidatos que não estão bem», completou o presidente do partido, à margem do lançamento do livro “Portugal – Liberdade e Esperança”, do economista e também social-democrata Joaquim Miranda Sarmento, em Lisboa.

Rio criticou os elementos do PSD que, «de uma forma mais por cima da mesa ou mais por baixo da mesa, mais institucional ou menos institucional», estão a «remar contra» para conseguirem de «qualquer maneira» prejudicar o partido. «Costumam dizer resiliência, eu gosto mais do termo resistência, e a Direção Nacional cá está para resistir», sustentou o dirigente social-democrata.

Em causa está uma notícia publicada Quarta-feira pelo semanário Expresso, que dá conta de que o Conselho de Jurisdição Nacional reuniu-se para deliberar sobre várias queixas apresentadas nos últimos meses por concelhias (como, por exemplo, Barcelos, Castelo Branco, Guarda, Lourinhã e Vila Nova de Paiva) que consideram que foram ultrapassadas pelas escolhas da direção de Rui Rio, que terá reivindicado a escolha de alguns candidatos autárquicos.

Contudo, Rio rejeitou a tese de escolher candidatos à revelia dos órgãos locais. «Quem é que escolheu sempre os candidatos a Lisboa, os candidatos ao Porto, ou quando as concelhias e as distritais não se entendem? Enfim…», comentou.

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