Costa veio dar uma ajuda a Eduardo Brito e aproveitou para falar dos projectos para o Interior

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O candidato do PS à Câmara da Guarda, Eduardo Brito, relembrou a importância de avançar a segunda fase do Hospital da Guarda mas o secretário-geral socialista e actual primeiro-ministro, António Costa, nem falou do assunto, optando por evidenciar os projectos de modernização das linhas férreas da Beira Alta e Beira Baixa, assim como da reforma florestal, da descentralização e do regadio.
No comício, que decorreu Domingo no Jardim José de Lemos e durante o qual foi prestada homenagem a Guilhermino Carvalhinho, um dos fundadores do PS da Guarda, que faleceu nesse dia, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro declarou que o executivo se empenha em «concretizar investimen-tos», ao passo que a oposição «confunde» desejo e realidade, assim como «a existência de um plano» e a concretização efectiva de uma obra.
O primeiro-ministro, que esteve na qualidade de secretário-geral do PS, reiterou a necessidade de se fixar pessoas e investimento no Interior, em concelhos como a Guarda. «Só criando aqui empresas criamos condições para atrair e fixar população, emprego que ajude a desenvolver o conjunto destes territórios. É por isso que começámos a trajectória de redução do custo das portagens e é por isso, sobretudo, que iniciámos com o Governo de Espanha para ver as regiões de fronteira com uma nova centralidade», declarou, perante centenas de socialistas. Trabalhando com Espanha, Portugal pode assim criar uma «platafor-ma de afirmação da economia» no «grande mercado ibérico de 60 milhões de consumidores», considerou ainda o líder dos socialistas.
Costa elencou obras como o «corredor ferroviário norte, que vai ligar Aveiro a Salamanca», como decisivas para «o desenvolvimento de todos estes territórios», entre os quais a Guarda «tem um papel absolutamente cru-cial», pois é no concelho «que se vão entroncar as linhas da Beira Alta com as linhas da Beira Baixa».
O líder do PS não viria, contudo, a abordar a questão das obras da segunda fase do hospital da Guarda, que minutos antes tinha sido abordada pelo candidato do PS à Câmara, Eduardo Brito, que defendeu que deveria ser encontrada uma solução.
No discurso que fez no Jardim José de Lemos, Eduardo Brito criticou a forma como o actual executivo municipal, liderado pelo social-democrata Álvaro Amaro, exerce a sua política. «Ninguém compreende que nesta cidade, com este nível de eventos, tenha a água mais cara que em Aveiro e o IMI mais caro do país», afirmou, tendo de imediato deixado a promessa de que se vencer as eleições serão revistas as taxas e tarifas e reduzido o IMI. Deixou ainda a garantia de que, «sempre que a lei o permita, os recursos do município têm que se aplicados na Guarda, não temos que estar sistemati-camente a importar eventos».
O candidato do PS à Câmara da Guarda pro-meteu também disponibi-lizar 400 mil euros para internacionalizar o Instituto Politécnico e captar mais alunos para a cidade. Promover o associativismo, «arranjar forma de os produtores venderem os seus produtos todos os dias», e criar dez brigadas de sapadores florestais, são algumas das apostas enumeradas pelo candidato.
Contrariamente ao que tinha acontecido aquando da apresentação da lista de Eduardo Brito, desta vez também discursou o líder da Federação Distrital, António Saraiva, que aproveitou para evidenciar a qualidade dos candidatos socialistas às várias autarquias, tendo-se mostrado convicto de que «o PS será a força política mais votada no país e no distrito».

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