Crendices

Deixámos 2020 e com ele ficou para trás o ano bissexto!

Um ano do qual deveríamos ter aprendido a desconfiar, se acreditássemos em crenças populares. Daquelas que as nossas avós nos ensinavam! As que lembravam que, a cada quatro anos em que acertamos contas com o tempo e lhe acrescentamos um dia, por via do movimento de translação do planeta, mais do que entrar com o pé direito devíamos sempre estar de pé atrás.

Foi assim que entrámos na terceira década de um século que começou com uma viragem de milénio e a desconfiança em torno de uma profecia de fim de mundo…

Parece ter sido há tanto tempo, mas alguns de nós seremos capazes de afirmar que ainda ontem vivíamos, com expectativas elevadas, essa passagem.

Num ápice sucederam-se crises económicas, trocaram-se governos e agregaram-se freguesias em nome de reformas políticas e económicas a mando do FMI.

Se tivéssemos ficado atentos aos sinais, talvez desconfiássemos logo de um século iniciado por um ano bissexto e do que ele nos poderia trazer no futuro!

Mas um século é muito tempo e as crenças, essas, diluem-se com o passar das gerações e a falta de passagem, por transmissão oral, dos conhecimentos populares.

O resto é política, economia e corrida da vida… e logo aí, o novo ano traz a abrir um momento eleitoral para o maior magistrado da nação – o presidente da República.

Mal descansados desta votação, após o verão, as autárquicas farão com que estendamos a política pelo resto do ano, até ao outono.

Candidaturas concluídas, sabemos que a campanha para estas presidenciais pouco interesse levará às ruas! Consequências não só do cenário e atores da própria disputa eleitoral, mas também de uma pandemia que não dá sinal de tréguas, apesar da vacinação que não conseguirá até às férias cobrir toda a população.

Com sorte, o vírus poderá deixar que as autárquicas do final do verão nos deixem viver a campanha que a proximidade com aqueles que temos de eleger obriga: na rua, a discutir programas e ideias.

Com atenção, daremos conta que as máquinas partidárias já acordaram para essas eleições.

Para acertar fica apenas o mapa das freguesias!

Sim, o mesmo que o FMI obrigou a alterar!

Votos que este ano não seja como o bissexto.

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