D. Manuel Felício completa o último ano de bispado na Diocese da Guarda

A um ano de completar o 75º aniversário, idade determinada pelo Código de Direito Canónico como limite para um bispo apresentar carta de renúncia, D. Manuel da Rocha Felício confessa o bom e o menos bom destes 16 anos ao serviço da Diocese da Guarda, recorda o seu processo de integração a uma realidade bastante diferente da experienciada em Lisboa e destaca as prioridades para o último ano de bispado. Quanto à sua preferência no seu sucessor, responde: «Entrego isso aos segredos de Deus». «Quem vier depois de mim faça melhor do que eu no esforço por dar estatuto de adultez a este povo que nós aqui temos», é o que espera D. Manuel da Rocha Felício.

Chegou à Guarda em Janeiro de 2005, «num dia excepcional frio, como aconteceu com os dias dessa mesma semana que se lhe sucederam», recordou na nota em que assinalou os 15 anos ao serviço da Diocese, datada de 16 de Janeiro de 2020, para assumir o cargo de bispo coadjutor, gozando do direito de suceder ao bispo diocesano quando este cessasse as suas funções. O que viria a acontecer em Dezembro desse ano, após a aceitação do papa Bento XVI à renúncia de D. António dos Santos ao governo pastoral por motivos de saúde.

Agora, é D. Manuel da Rocha Felício quem deve renunciar ao cargo de bispo da Guarda, como determina o Código de Direito Canónico. A renúncia deve ser avaliada pelo papa de acordo com as circunstâncias concretas, devendo os prelados continuar nas suas posições até o pontífice aprovar a demissão ou a extensão dos cargos.

Ou seja, «ele [papa] é que decide». «Formalmente, em qualquer momento pode vir [a autorização da renúncia], mas só no dia em que fazemos 75 [anos], é que o Código [de Direito Canónico] nos manda, em função do Cânone 401, escrever ao Santo Padre manifestar a nossa disponibilidade para sermos substituídos quando ele entender, mas ele pode entender em qualquer altura: antes, depois, a seguir…e com certeza que alguns bispos deixaram as funções depois dessa data, outros deixaram antes, a variedade é grande», esclarece a este semanário D. Manuel Felício, que completou 74 anos no passado Sábado.

As prioridades para aquele que será o seu último ano de bispado, que só não acontece em caso do papa aprovar a extensão do cargo, «são iguais às que sempre tive, que estão expressas no Calendário e no Programa Pastoral para este ano». Especificamente, e de forma muito resumida, o prelado destaca a «Caminhada Sinodal em Diocese, o investir na preparação da Jornada Mundial da Juventude», sublinhando que «vamos ter em Março a visita do símbolo» dessa Jornada, e «dar cumprimento às orientações que dão à amoris laetitia [exortação apostólica pós-sinodal sobre o amor na família, publicada a 19 de Março de 2016], que o Papa entendeu que cinco anos volvidos sobre a sua publicação devíamos voltar a ver como é que podemos aplicar mais e melhor as orientações que ela dá».

Quanto à sua preferência no seu sucessor, «entrego isso aos segredos de Deus», responde rindo. Notícia completa na edição desta semana do Jornal Terras da Beira.

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