Décimo aniversário do Museu Natural da Electricidade assinalado com a exposição “As mãos que desafiaram a montanha”

O Museu Natural da Electricidade, instalado na antiga Central Hidroeléctrica da Senhora do Desterro, em São Romão, no concelho de Seia, comemora Domingo dez anos de existência. O Museu Natural da Electricidade, que foi criado por iniciativa do município de Seia, , assinala no domingo uma década de existência com a inauguração de uma exposição intitulada Segundo a autarquia, o museu dedicado ao conhecimento da produção de energia eléctrica do século XX, concretamente à história do Aproveitamento Hidroeléctrico da Serra da Estrela, decidiu evocar nesta data os trabalhadores do início da construção da unidade, dedicando-lhes a instalação “As mãos que desafiaram a montanha”.actividade. recebeu mais de 50 mil visitantes nos primeiros 10 anos de existência.

A mostra ficará patente no Túnel da Central Museu e «relembra os homens que desafiaram o rigor climático e a dureza da montanha, que com redobrado esforço e ferramentas rudimentares desbravaram granito, numa época em que as estradas não existiam e a tecnologia e maquinaria eram desconhecidas».Fonte da Câmara Municipal de Seia disse à agência Lusa que desde a inauguração, no dia 11 de Abril de 2011, até à data, aquele espaço museológico recebeu “um total de 50.591 visitantes nacionais e estrangeiros”.

“Foi pela mão-de-obra de assalariados sazonais, provenientes das aldeias circundantes da serra, que a Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela construiu o conjunto de equipamentos que compõem o Aproveitamento Hidroelétrico da Serra da Estrela”, sublinha o município.

Adianta tratar-se de “um sistema eletroprodutor composto por seis centrais hidroelétricas em funcionamento e duas centrais desactivadas, construídas entre 1909 e 2003, entre eles a Central Hidroelétrica da Senhora do Desterro, hoje fruída como património museológico, sob a tutela do Município de Seia”.

A fonte lembra que, em certos anos, “os trabalhadores da Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela em serviço nas obras da serra contavam-se aos milhares, acorrendo das aldeias em redor da montanha, de abril a outubro, na esperança de uma boa época de trabalho”.

“Eram maioritariamente trabalhadores rurais que, após as sementeiras, entregavam a labuta dos campos às mulheres e às crianças, partindo ‘serra acima’ na esperança de amealhar dinheiro que desse comida à família durante o período de inverno”, lê-se na nota enviada à Lusa.

O município de Seia sublinha, ainda, que o Aproveitamento Hidroeléctrico da Serra da Estrela é “obra de trabalhadores anónimos, contando-se às centenas aqueles que gastaram a sua vida nas edificações para a produção de energia eléctrica sem nunca terem conseguido servir-se desse melhoramento em suas casas”.

Fonte da Câmara Municipal de Seia disse à agência Lusa que desde a inauguração, no dia 11 de Abril de 2011, até à data, aquele espaço museológico recebeu “um total de 50.591 visitantes nacionais e estrangeiros”.

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