Descoberta imagem de São Sebastião que estava enterrada na Capela de São Brás, em Vale de Azares (Celorico da Beira)

Foi descoberta na Capela de São Brás, em Vale de Azares, no concelho de Celorico da Beira, a imagem de São Sebastião, datada dos séculos XV-XVI, que estava enterrada onde assenta o altar de pedra. Numa nota à imprensa, a Diocese da Guarda informa que foi no decurso dos trabalhos de desmontagem do retábulo do altar, com a finalidade de ser conservado e restaurado, que foi encontrada a escultura de calcário, adiantando que se encontra «incompleta e partida em três partes, como se pode ver na imagem, e chegou até aos nossos dias devido ao material em que foi realizada (calcário frequentemente denominado pedra de Ançã) e que foi abundantemente utilizado pelos artistas no decurso do século XV e XVI». «Ainda que lhe faltem os braços e parte das pernas não existem dúvidas que se trata de uma imagem de São Sebastião, surgindo de corpo seminú, no conhecido episódio da sagitação. O escultor retratou-o enquanto jovem, com as mãos atrás das costas, com o corpo coberto apenas por um pequeno calção ajustado no baixo ventre por um laço – o “lac d’amour” que une simbolicamente o homem a Deus – deixando o tronco e as pernas nuas e livres para a ostentação das marcas simbólicas do martírio», acrescenta a nota de imprensa, que cita declarações de Joana Pereira, do Departamento do Património, Cultura, Bens Culturais e Turismo – Comissão de Inventariação e Museologia da Diocese da Guarda.

Aquela responsável refere ainda que «a consulta à Memória Paroquial indica-nos que a Capela de São Brás já se encontrava erigida em 1758 e o arrolamento dos bens culturais da igreja da Freguesia de Vale de Azares realizado em 1912 revela-nos a existência de uma imagem de São Sebastião naquele edifício religioso». «No ano 2008, no âmbito do Projecto de Inventário do Património, móvel e imóvel, da Diocese da Guarda foi inventariada a imagem de São Sebastião (final do séc. XVIII). A análise à documentação permite-nos concluir que muito provavelmente aquando da realização do retábulo, no século XVIII, a imagem de São Sebastião agora descoberta terá sido enterrada e substituída pela actual», indica ainda Joana Pereira.

A terminar a nota, a Diocese refere que, «agora, para além do retábulo, também a escultura de São Sebastião será inventariada, conservada, restaurada e dada a conhecer à comunidade, sensibilizando a paróquia para a importância do seu património religioso». (Fotos: Diocese da Guarda)

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