Desistiram 91 caloiros da colocação no Politécnico da Guarda

Com a actualização das vagas para a segunda fase do acesso ao Ensino Superior, o Instituto Politécnico da Guarda ficou com 389 lugares para novos alunos. Houve 91 colocados na primeira fase que desistiram do lugar no Politécnico da Guarda. O curso de Gestão Hoteleira foi o que registou mais desistências. E os cursos de Enfermagem e Gestão, que tinham ficado cheios, ainda têm vagas.

Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

Houve 91 candidatos ao Ensino Superior que desistiram da colocação no Insti-tuto Politécnico da Guarda. O que significa que 23 por cento dos alunos colocados na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior rejeitaram o lugar que conseguiram no IPG. As vagas por ocupar reverteram para a segunda fase, porque os alunos não formalizaram a matrícula no Politécnico da Guarda. Foram somadas às que tinham sobrado da primeira. As candidaturas da segunda fase decorreram entre 11 e 22 de Setembro. A divulgação dos resultados estava prevista para esta quarta-feira.
Com a desistência destes 91 caloiros, o Politécnico da Guarda passou a ter disponíveis 389 lugares para novos estudantes. E até os cursos que tinham ficado cheios na primeira fase – as licenciaturas de Enfermagem e Gestão – voltaram a ficar com vagas. Os cursos de Gestão Hoteleira foi o que perdeu mais caloiros (15), seguindo-se Enfermagem (13) e Desporto, com 12 desis-tências.
Para este ano lectivo, o Politécnico da Guarda tem 680 vagas para novos alunos. Na primeira fase tinham sido colocados 384 estudantes, o que representava uma taxa de ocupção de 56,47 por cento. O valor representou um aumento da procura relativamente ao ano passado. Com este resultado, o Politécnico da Guarda era o que registava maior taxa de ocupação entre os politécnicos do interior, no eixo entre Bragança e Portalegre. Apesar do bom resultado, o IPG constava da lista de instituições com cursos sem qualquer aluno colocado. As licenciaturas de Engenharia Civil e Engenharia Topográfica da Escola Superior de Tecnologia de Gestão continuam com todas as vagas por preencher.

Alunos internacionais
são «seguro de vida»
Para além da segunda fase de colocação, as instituições poderão ainda decidir por uma terceira. No caso do IPG, a taxa de ocupação final vai ter ainda em conta a entrada de alunos através dos concursos especiais, como os Maiores de 23 anos e a colocação de estudantes internacionais. O Politécnico tem 130 vagas para receber estes alunos internacionais e as expectativas são de que possam ser quase todas preenchidas. O Politécnico só pode destinar 20 por cento do total de vagas para receber estudantes internacionais. O maior número de lugares está nos cursos de Comunicação e Relações Públicas (18) e Engenharia Informática (15). O presidente do IPG, Constantino Rei já explicou que o maior problema na vinda destes alunos é a complexidade e morosidade do processo de obtenção de vistos. Mas o dirigente está confiante que o número de alunos fique muito próximo do limite. «Não ficarei surpreendido se o númer chegar aos 120 ou 130», sublinha.
No ano passado, o IPG foi o segundo entre os seus congéneres a conseguir colocar mais estudantes internacionais no ano pas-sado.
O presidente do IPG destaca a mais valia destes alunos que têm sido «quase um seguro de vida» para alguns dos cursos ministrados no Politécnico da Guarda, como é o caso de Engenharia Civil. «Só sobrevivem com estes alunos», revela o dirigente.

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