Detidos dois suspeitos do crime de abuso sexual de crianças agravado

Mais um caso de  abuso sexual de crianças no distrito da Guarda. Desta vez ocorreu em Vila Nova de Foz Côa. A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, identificou e deteve um homem e uma mulher fortemente suspeitos da prática continuada, desde há aproximadamente quatro meses, do crime de abuso sexual agravado de duas menores, de 6 e 9 anos de idade. Em comunicado, a PJ adianta que «os abusos foram cometidos pelo homem no contexto do próprio ambiente familiar, com favorecimento por parte da sua companheira, progenitora das menores».
A PJ refere ainda que os detidos, de 51 e 41 anos de idade, irão ser presentes às competentes autoridades judiciárias, para efeitos de primeiro interrogatório judicial e submissão a adequadas medidas de coação.
Este é mais um caso a somar a tantos outros que têm ocorrido no distrito. Como o TB noticiou na anterior edição, o Tribunal da Guarda condenou uma mulher a 16 anos de prisão e a dez anos de inibição do poder paternal, por ter sujeitado a sua filha, de nove anos, a manter relações sexuais com um idoso, de 74 anos, a troco de dinheiro e de bens, numa localidade de Seia. O homem, sapateiro de profissão, viria a ser condenado a 15 anos de cadeia pelo crime de abuso sexual de menor.
Ambos estavam acusados de praticarem, em co-autoria, 170 crimes de abuso sexual de crianças agravado e crime de lenocínio. Desde meados de Janeiro e Outubro de 2014, a mãe levava a menor a casa do vizinho, na altura com 72, para que este tivesse actos sexuais com ela, oferecendo-lhe em troca bombons, chocolate e notas de 10 ou 20 euros. A menor entregava depois o dinheiro à mãe. Os actos repetiram-se durante cerca de um ano, em Loriga, Seia, num total de cerca de 170 vezes.
Uma semana antes deste caso, o Tribunal da Guarda viria a condenar Fátima R., de 45 anos, e António E., de 58 anos, ambos naturais e residentes no concelho de Celorico da Beira, a 13 e 11 anos, respectivamente, pela prática, em co-autoria, dos crimes de abuso sexual de criança agravado e lenocínio. Além das penas de prisão, os dois arguidos foram ainda condenados ao pagamento de 15 mil euros à menor por danos morais.

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