Direcção-Regional de Cultura abriu concurso para a recuperação do órgão de tubos da Sé da Guarda

A Direcção-Regional de Cultura do Centro abriu concurso para a recuperação do órgão de tubos da Sé Catedral da Guarda, pelo valor de 500 mil euros. O prazo de apresentação de candidaturas decorre até ao 30º dia após a publicação em Diário da República, que ocorreu na passada Sexta-feira.

Recorde-se que a decisão de se reconstruir o antigo órgão foi revelada no dia 21 de Dezembro de 2018 pelo então presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, na reunião do executivo municipal. O então autarca explicou nessa ocasião que já tinha telefonado ao Bispo da Guarda D. Manuel Felício a dar-lhe conta da decisão. Álvaro Amaro acrescentou que a candidatura aos fundos comunitários ainda deveria ser apresentada até ao final desse ano, o que não veio a acontecer.

O então autarca lembrou que o Município da Guarda tinha abdicado de quase 400 mil euros previstos no Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela para a aquisição do órgão da Sé e explicou que a ideia era incorporar as peças do antigo órgão que se encontram depositadas no Seminário da Guarda.

«Desde há mais de dois séculos que a Sé Catedral da Guarda não dispõe do seu órgão de tubos, sendo a única Sé Catedral do país onde isso acontece», relembrou o deputado Santinho Pacheco, numa pergunta dirigida ao Governo em Março do ano passado. No documento relata que em 2009 foi encomendado um projecto de um órgão novo ao especialista Gerhard Grenzing, mas «esse projecto nunca se concretizou». «Eis quando, em Julho de 2015, durante a assinatura do protocolo entre a Câmara da Guarda e a Direcção Regional de Cultura do Centro, o presidente da Câmara [Álvaro Amaro, PSD] anunciou que no plano de Investimentos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela estava prevista a verba de 400 mil euros para comprar um órgão de tubos para a Sé da Guarda, o que ainda não aconteceu», descreve.

Segundo Santinho Pacheco, em finais de 2018 o autarca tornou público que iria ser apresentada uma candidatura a fundos comunitários para que o antigo órgão de tubos pudesse ser restaurado. A 7 de Março, prossegue, a Diocese da Guarda «revela que não há nada para restaurar, não há um único tubo do antigo órgão da Sé» e que «apenas existem alguns detalhes da talha dourada ornamental». «A Diocese estranha mesmo que a Direcção Regional de Cultura do Centro tenha ordenado a substituição do projecto de um órgão novo, que tinha já assegurado o financiamento comunitário, pelo restauro do que existiu, cujos vestígios há muito desapareceram», conclui.

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