Director-geral da Coficab vê na imigração uma das soluções para a falta de mão-de-obra nas empresas do Interior

O director-geral da Coficab, João Cardoso, defende que a imigração pode ser uma das soluções para a falta de mão-de-obra nas empresas do Interior. O responsável sublinha que já se sentem dificuldades em contratar pessoas e que, senão for possível «seduzir» os portugueses, o recurso terá de ser a imigração. O assunto foi tema de conversa com a comitiva do primeiro-ministro da Tunísia, Hichem Mechichi, que, esta Segunda-feira, visitou a empresa que tem sede na Guarda e que é o maior investimento tunisino na Europa.

A caminho de Lisboa para participar numa convenção entre os líderes europeus e de países do norte de África sobre a imigração, a comitiva aproveitou para visitar a nova unidade da empresa na Plataforma Logística e o Centro de Investigação e Desenvolvimento localizado nas instalações de Vale de Estrela.

A questão da imigração foi um dos temas de conversa entre os responsáveis da empresa e os elementos da comitiva tunisina. O director-geral da Coficab Portugal disse aos jornalistas no final da visita que tinha aproveitado a ocasião para falar da possibilidade de se estabelecer um acordo de ao nível da imigração num processo «ordenado» e com «regras». «O acordo poderá servir para a Coficab e não só», sustentou o responsável, lembrando que o assunto já foi abordado com o ministro Siza Vieira que «se disponibilizou a agilizar esse mecanismo».

João Cardoso explica que «o que se pretende é ter uma imigração ordenada», com a possibilidade de dar formação e aulas de português a quem queira vir para Portugal mesmo antes de sairem do país. «O governo tunisino poderá disponibilizar e começar a aculturar os emigrantes. Depois faremos uma formação tecnológica sobre a área que vierem trabalhar. Quando vierem já estão preparados para a tarefa que vão desempenhar. E nós vamos ter de lhes dar condições para os receber», apontou.

João Cardoso sustenta que a Europa e o país precisam de imigrantes. «A taxa de natalidade na Europa é bastante baixa. É preciso reconhecer que a Europa precisa de emigrantes devido ao envelhcimento da população. Nós, Portugal, somos um caso típico. Precisamos de emigrantes mas com algumas regras».

O director-geral sublinha que há novos projectos a surgir na Guarda e que a Coficab «vai continuar a crescer», com a perspectiva de criar mais 100 postos de trabalho na nova unidade. Mas reconhece que começam a sentir-se «dificuldades» para contratar pessoas e «a sofrer com concorrência de outras empresas situadas no Interior». Na sua opinião há duas coisas que se podem fazer para resolver a situação: «ou se tenta seduzir os portugueses a regressar ao interior ou em último recurso terá de recorrer-se à migração». No caso da Guarda, e para tentar seduzir o regresso dos jovens, o director-geral da Coficab defende que é preciso «lançar uma campanha de sedução da cidade para tentar reaver alguns jovens que são de cá». Notícia completa na edição desta semana do Jornal Terras da Beira.

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