Distrito tem 32 desfibrilhadores em espaços públicos, 26 estão no concelho de Vila Nova de Foz Côa

No distrito da Guarda há 32 desfibrilhadores automáticos externos (DAE) colocados em espaços públicos. Destes, 26 estão no concelho de Vila Nova de Foz Côa. A exis-tência destes aparelhos naquele concelho deve-se a um progra-ma desenvolvido pela delegação da Cruz Vermelha de Almen-dra. Os DAE são dispositivos portáteis em ambiente extra-hospitalar aumenta significativamente a probabilidade de sobre-vivência das vítimas de paragem cardior-respiratória de origem cardíaca.

Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem um programa desde 2009 que permite às empresas e instituições ter um desfibrilhador automá-tico externo para ser usado em vítimas de paragem cardio-respiratória. Mediante licença emitida pelo INEM, este aparelho pode ser usado por leigos em locais de acesso ao público. Na semana passada este programa – o Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa – assinalou na semana passada 12 anos e o INEM divulgou alguns dados. Portugal tem actualmente 1.688 DAE licenciados. Aeroportos, centros comerciais, hipermercados, bancos, aeronaves, casinos e unidades hoteleiras são alguns dos locais onde podem encontrar-se desfibrilha-dores. No âmbito deste programa há 17.389 pessoas habilitadas a manusear estes aparelhos.
De acordo com a lista publicada pelo INEM, no distrito da Guarda existem 29 desfibrilhadores colocados em espaços públicos no âmbito deste programa. Destes 25 estão no concelho de Vila Nova de Foz Côa. A existência destes aparelhos deve-se a uma iniciativa desenvolvida pela delegação de Almendra da Cruz Vermelha que agarrou a oportunidade para dotar alguns espaços públicos do concelho destes aparelhos. O projecto iniciado em 2010 foi noticiado pelo TB. Tudo começou com a formação dos profissionais dos lares de idosos do concelho. Seguiram-se formações a outros cidadãos, conseguindo um total de 400 operacionais em desfibrilhação automática no concelho.
Há desfibrilhadores em todas as sedes de freguesia do concelho, nas piscinas e parque desportivo de Almendra, no Gimnodes-portivo municipal de Vila Nova de Foz Côa, no Centro Social de Sebedellhe, na Fundação Côa Parque, no Centro de Saúde de Vila Nova de Foz Côa, no Agrupamento vertical de escolas de Vila Nova de Foz Côa, na delegação de Almendra da Cruz Vermelha (2) e no Serviço de Urgência Básico.
Fora do concelho de Vila Nova de Foz Côa, existem desfibrilhadores na dele-gação de Vilar Formoso da Cruz Vermelha (2), na delegação da Guarda da Cruz Vermelha (2), no Retail Park da Guarda, no Aki da Guarda e no Continente Modelo da Guarda. Aos desfibrilhadores colocados nos espaços públicos da Guarda estão associados 19 operacionais. Em cada uma das delegações da Cruz Vermelha há dois operacionais habilitados a usar o aparelho.

Lei mudou depois da morte de Feher
A importância dos DAE foi mediatizada no caso da morte do jogador do Benfica Feher. O uso do desfibrilha-dor deixou de poder ser usado apenas por profis-sionais de saúde em Agosto de 2009. Um decreto-lei veio estabelecer as regras a que se encontra sujeita a prática de DAE por pessoal leigo em ambiente extra-hospitalar. Em Agosto de 2012 um novo diploma veio ainda reforçar o enten-dimento de que a utilização de DAE por pessoal não médico em ambiente extra-hospitalar aumenta significativamente a pro-babilidade de sobrevivência das vítimas de paragem cardiorrespiratória de origem cardíaca. Em 2014 torna-se obrigatória a instalação de equipamentos de DAE em estabelecimentos comerciais de dimensão relevante, aeroportos e portos comerciais, estações fer-roviárias, de metro e de camionagem e recintos desportivos e de lazer com lotação superior a cinco mil pessoas.
O INEM recorda que fora do âmbito dos Programas de DAE licenciados, circulam em Portugal mais de 600 veículos equipados com este equipamento. Tratam-se de meios próprios do INEM e ambulâncias disponibili-zadas e operadas por Corpos de Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa, às quais o INEM atribuiu este equipamento.
O DAE é um dispositivo portátil que permite, através de elétrodos adesivos colocados no tórax da vítima em paragem cardior-respiratória, analisar o ritmo cardíaco e recomendar ou não a administração de um choque elétrico. Este equipa-mento analisa o ritmo do coração, fornece indicações aos reanimadores, analisa os dados e indica ou não a administração de um choque segundo um algoritmo predefinido.

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