Eduardo Brito assume liderança da comissão política distrital do PS

O consenso vingou no XX congresso distrital do PS da Guarda, realizado no passado Sábado em Celorico da Beira. As duas moções estratégicas (uma afecta ao actual líder da Federação, António Saraiva, e a outra com a marca de Eduardo Brito, que em Março tinha desistido da candidatura à presidência da Federação) resultaram numa só. Do consenso resultou também a eleição de Eduardo Brito para líder da comissão política distrital. Os resultados eleitorais é que não acompanharam este “consenso”, tendo em conta que houve mais votos brancos (73) do que a favor (72). Para além disso, cinco delegados optaram pelo voto nulo.
António Saraiva disse aos jornalistas que não há vencedores nem vencidos neste congresso. Assegura que «há um PS que está unido para enfrentar os desafios que se aproximam (as autárquicas), para além da defesa dos interesses das populações». Quanto às autárquicas, o líder distrital está convicto de que o PS tem condições para vir a ser o partido maioritário no distrito.
Para Eduardo Brito, «há um tempo para divergir e há um tempo para convergir». «Este é o tempo para convergir em torno de causas e objectivos comuns, desde logo o reforço do peso político [do PS] nas autárquicas», salientou. O ex-autarca de Seia admite que entre ele e o líder da federação «há pontos de vista diferentes que se continuam a manter mas há uma estratégia comum». Rejeita que passe a haver uma liderança bicéfala. Eduardo Brito considera que a comissão política vai ser «o centro do debate político do PS da Guarda».
Neste XX congresso do PS, para além da eleição da comissão política, foram ainda eleitas as comissões federativas de jurisdição, que será liderada por João Pimentel Loureiro, e de fiscalização económica e financeira, presidida por Ricardo Monteiro. Enquanto que para o primeiro órgão houve 74 votos a favor , 75 brancos e um nulo, para a comissão de fiscalização o resultado inverteu-se, tendo havido 75 votos a favor, 74 brancos e um nulo.
De recordar que na noite de 18 de Novembro uma diferença mínima separou o número de delegados eleitos pelas listas afectas a António Saraiva e Eduardo Brito.
No total do distrito, as listas afectas ao líder distrital obtiveram mais 19 votos.
No congresso distrital, para além destes 160 delegados, deveriam participar cerca de mais 40 militantes, que estariam por inerência, embora nem todos pudessem ter direito a voto. Certo é que na reunião apenas 150 delegados participaram nos actos eleitorais para a escolha dos novos diversos. Desta reunião magna sairá a nova comissão política distrital. Em declarações aos jornalistas, António Saraiva disse que a diferença do número de delegados eleitos «não trará alguma interferência» no congresso. Assegura que está «aberto ao diálogo em prol dos grandes desafios do partido».

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