Eleições para a Associação de Estudantes da Afonso de Albuquerque anuladas

Ainda não se sabe quem irá suceder a António Pereira na presidência da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, na Guarda. O último acto eleitoral, realizado no passado dia 12 de Dezembro e que deu a vitória a Ana Rita Brito, terá sido, ao que o TB apurou, anulado pelo Conselho Geral como resposta a um recurso que coloca em causa a legalidade da anulação das primeiras eleições, a 10 de Novembro, por parte da directora do Agrupamento, Amélia Fernandes.

Essa decisão deveria ter sido tomada, no caso concreto, pela Comissão Eleitoral, como determina a lei que estabelece o «Regime Jurídico do Associativismo Jovem como associações juvenis, de estudantes, e respectivas federações, constituídas exclusivamente por jovens com menos de 30 anos e dos programas de apoio ao desenvolvimento da sua actividade», e que lhe confere autonomia.

O que significa que a Escola não pode interferir. Mas fê-lo, como prova a notícia do Blogue Expressão, jornal do Agrupamento: «Aberto o processo de averiguações pela directora do Agrupamento, este concluiu-se hoje, dia 5 [Dezembro], com a decisão de repetir a eleição no dia 12 [Dezembro] (…).».

Este terá sido um dos motivos apresentados no recurso enviado ao Conselho Geral, e, de acordo com uma fonte ligada ao processo, à Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. O obter tentou obter mais informações junto do presidente do Conselho Geral, Carlos Bombas, que se escusou a prestar qualquer declaração sobre o assunto.

Também Amélia Fernandes não respondeu às questões colocadas num email enviado no final da semana passada, pedindo esclarecimentos sobre o caso, no qual era solicitada uma resposta até início da tarde desta Segunda-feira.

Por ausência de resposta, o TB tentou questionar directamente a directora por telefone, mas tal não foi possível. Após várias insistências, mandou dizer que não presta declarações sobre o assunto.

«Não vou prestar qualquer declaração acerca do assunto» foi igualmente a resposta de um dos elementos da Comissão Eleitoral, a quem cabe decidir se valida o resultado das primeiras eleições, anuladas mediante a conclusão do processo de averiguações instaurado por Amélia Fernandes, ou convoca novas eleições.

GM

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