Empresários de Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro (Espanha) criam associação

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Empresários de Vilar Formoso (Almeida, Portugal) e Fuentes de Oñoro (Espanha) criaram a associação Raya Centro Ibérica, que pretende dar voz a anseios e problemas comuns dos dois lados da fronteira.

A associação, formalizada em meados de Maio e sediada em Fuentes de Oñoro num espaço cedido pelo município espanhol, é constituída por empresários de Portugal e Espanha, e contou com a sua primeira reunião na semana passada, em Vilar Formoso.

O projecto materializa uma vontade já antiga de os «empresários unirem-se de uma vez por todas», por terem problemas e realidades comuns, sendo que a pandemia apenas veio «estreitar os laços» e tornar ainda mais urgente essa união, afirmou à agência Lusa a vogal da direção da Raya Centro Ibérica, Dulcineia Moura. «A pandemia foi determinante, por todos os problemas e inquietações que sentimos, para darmos o passo em frente», frisou, referindo que a associação formaliza uma proximidade entre empresários que já existia.

Para Dulcineia Moura, a associação permite que os empresários daquela zona raiana possam ter uma maior força na reivindicação de soluções e na chamada de atenção para problemas económicos e sociais que são comuns aos dois lados da fronteira. «Há uma ausência de apoios dos governos para as dinâmicas empresariais deste território. Os lamentos são comuns e, com a associação, podemos ter uma voz mais combativa, porque estamos unidos», realçou.

Na primeira reunião com empresários da região, a associação elencou como objetivos prioritários, entre outros, promover o trabalho em rede, assumir uma voz activa nas iniciativas políticas, económicas e sociais, criar um plano conjunto de revitalização da zona raiana, promover a inovação e a criatividade, e mudar o paradigma de abandono dos territórios fronteiriços.

De acordo com Dulcineia Moura, apesar de a associação ter sido constituída por empresários de Vilar Formoso e de Fuentes de Oñoro, a instituição pretende alargar a sua atuação a todo o território fronteiriço daquela região, nomeadamente a empresas da Guarda, Cidade Rodrigo ou Salamanca. «Há a perspectiva de um horizonte mais alargado», acrescentou.

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