Equipa de Carlos Peixoto inclui militante impedia de ser eleita pelo regulamento eleitoral

A reeleição de Carlos Peixoto como líder da distrital do PSD está a gerar forte controvérsia, depois de alguns militantes terem apontado irregularidades na constituição da lista. Algumas das reclamações foram entregues à Mesa Eleitoral, cujo sufrágio teve lugar a 5 de Março. Um dos principais motivos dos protestos dos militantes é a inclusão do nome de Rita Figueiredo, que é chefe de Divisão Administrativa na Câmara Municipal da Guarda e que surgiu como vogal da Comissão Permanente Distrital. O nome desta militante não constava dos cadernos eleitorais e também não poderia ser candidata a qualquer orgão do partido do distrito da Guarda porque só foi admitida na secção da Guarda no início de Outubro de 2015, como confirma um documento a que o TB teve acesso. De acordo com o regulamento eleitoral «só são elegíveis para os orgãos de âmbito distrital e local os militantes que, à data da eleição, se encontrem inscritos há, pelo menos, doze meses e seis meses, respectivamente». Quando foram realizadas as eleições da para a Distrital, Rita Figueiredo era militante da secção da Guarda há cinco meses, tendo sido transferida da secção do Sardoal. Uma das reclamações terá sido apresentada ao Conselho de Jurisdição Nacional, esta referente ao facto de um elemento que integrava a equipa de auditoria ser responsável pela empresa que elabora as próprias contas que vai auditar. Haverá ainda outras inconformidades tais como militantes que integram as listas sem terem as quotas pagas, o que lhe retira a capacidade de votar e de serem eleitos.
Entretanto, realizou-se esta Segunda-feira uma Assembleia Distrital Extraordinária para a apresentação, discussão e votação da Moção Estratégica a apresentar pelo PSD Distrital ao Congresso Nacional para o qual foram convidados elementos recentemente eleitos mas que ainda não tomaram posse.
Recorde-se que os novos dirigentes ainda não tomaram posse por alegada dificuldade de agenda do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Luis Montenegro, que Carlos Peixoto diz «fazer questão» que esteja presente na cerimónia. Há no entanto quem aponte interferências de outros militantes no agendamento da tomada de posse.A última data apontada é a noite de 31 de Março.

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