Escolha do local para a Academia de Futebol envolvida em polémica

A Associação de Futebol da Guarda (AFG) submeteu à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a construção de uma academia de futebol em Celorico da Beira mas a decisão da AFG para não ser consensual. Horas depois do anúncio, o NDS emitiu um comunicado onde contesta esta decisão, uma vez que também apresentou uma candidatura e há muito que reivindica a colocação de relva sintética no campo do Carapito. O presidente da Câmara, Sérgio Costa, também já reagiu referindo que foi confrontado e surpreendido com a decisão FPF, adiantando que iria informar a Federação de que não tinha conhecimento de que o anterior executivo tinha apresentado uma candidatura.

Este semanário sabe que o anterior executivo da Câmara da Guarda, liderado por Carlos Chaves Monteiro e o NDS também tinham apresentado uma candidatura no sentido desta Academia ser criada na cidade mas a Associação de Futebol decidiu avançar com o projecto em Celorico da Beira.

Em comunicado o NDS refere que «é com profunda indignação que, decorridos 40 anos desde a fundação do NDS – Núcleo Desportivo e Social da Guarda, mais uma notícia/decisão unilateral (sem ter em conta o senso comum). Desta vez, através do poder distrital no que ao futebol diz respeito. Não bastava o poder local ao longo de 37 anos de governação e com vários quadros comunitários desperdiçados (financiamento a 85% por fundos comunitários) que devido apenas a politiquices não se dignaram colocar um piso sintético num campo que fosse, para a cidade da Guarda».

No mesmo comunicado pode ler-se que «desta vez a Associação de Futebol da Guarda perde, uma oportunidade de contribuir positivamente para o desenvolvimento do concelho da Guarda, no que à prática do futebol diz respeito».

O NDS chega mesmo a colocar em causa esta decisão da Associação de Futebol da Guarda, uma vez que segundo o clube «já excederam o número de mandatos permitidos por lei, conforme se encontra consagrado nos estatutos desta associação».

Contactado por este semanário, o presidente da Associação de Futebol da Guarda, Amadeu Poço referiu que «se as pessoas estivessem por dentro do que está regulamentado deviam saber que qualquer pessoa pode fazer três mandatos depois da aprovação da Lei de Bases do Sistema Desportivo e já foi referido que as associações nem sequer estão abrangidas por esse sistema dos mandatos». «Mas isso são conversas que são de outros lados e essa questão até já foi colocada à Federação Portuguesa de Futebol. O clube vai ter que se retratar e responder por aquilo que estão a afirmar» disse.

Quanto ao facto da futura academia do futebol ser criada em Celorico da Beira, o dirigente desportivo explicou que a Federação Portuguesa de Futebol exigiu que o espaço a ser adquirido passasse durante 25 anos para o nome da Associação e que na Guarda não houve essa abertura. Ao invés, o processo avançou em Celorico da Beira. De qualquer forma, Amadeu Poço entende que «o NDS deve ter um campo sintético mas tem de ser o Município da Guarda a suportar essa despesa».

O presidente da AFG reforçou que «a Câmara de Celorico da Beira mostrou total abertura para fazer face às exigências da Federação Portuguesa de Futebol. Da parte do Município da Guarda, Amadeu Poço disse que não recebeu qualquer resposta, nem deste nem do anterior executivo, quando foram pedidos mais esclarecimentos à autarquia».

«A Associação de Futebol da Guarda não é do concelho mas sim do distrito e todos os clubes nos merecem respeito e seria um atentado à dignidade dos clubes se a Associação de Futebol fizesse um campo relvado a um dos seus filiados», reforçou.

Amadeu Poço adiantou ainda que «a Associação tem documentos que comprovam que a Câmara de Celorico da Beira cedeu os terrenos por um período de 25 anos e a acta da reunião de Câmara onde a proposta foi aprovada por maioria. Está tudo regulamentado e esses documentos podem ser consultados pelos clubes. A resposta da Câmara da Guarda foi zero».

O projecto da criação da academia de futebol em Celorico da Beira inclui, numa primeira fase, o arrelvamento sintético do campo de terra batida que fica ao lado do Estádio, arranjo dos balneários, um auditório e a vedação do espaço. Amadeu Poço esclareceu que «os terrenos que são da Câmara e que estão adjacentes ao campo de futebol também passam para o nome da Associação. Nesse espaço, numa segunda fase pode ser construído um pavilhão, um campo de futebol de praia ou ainda um segundo campo».

O dirigente acrescentou que «no caso da Guarda não houve abertura para que o campo do Carapito passasse para o nome da Associação, conforme era exigido pela Federação. Por essa razão o processo não avançou».

foto: AFG

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