Escritor Luís Sepúlveda vence prémio Eduardo Lourenço 2016

O escritor chileno Luís Sepúlveda é o vencedor da 12.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, no valor de 7.500 euros. O anúncio foi feito, na passada Sexta-feira, no final da reunião do júri, por Victor Amaral, vereador da cultura da Câmara Municipal da Guarda.
Instituído em 2004 pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede naquela cidade, o prémio destina-se a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica.
Segundo o autarca, o júri, reunido no CEI, entendeu, «por consenso», entregar o prémio a Luís Sepúlveda, «pela sua vastíssima obra, que sendo uma obra universal, também tem dentro dela o iberismo, no fundo, que é o espírito do Prémio Eduardo Lourenço». «O júri entendeu que seria um prémio bem entregue a este escritor, cuja obra é, de resto, bem conhecida por todos, é estudada e a grande parte dos livros dele fazem parte do Plano Nacional de Leitura em Portugal. É estudado nas nossas escolas, no 2.º e 3.º ciclo, e é por isso uma boa notícia para nós também que, naturalmente honra o CEI, nesta dignificação da cultura portuguesa e espanhola, cultura ibérica, e cada também vez mais universal», afirmou.
Nas declarações proferidas à agência Lusa, o vereador Victor Amaral admitiu que a escolha do nome de Luís Sepúlveda foi «uma boa decisão». Segundo o autarca, à edição deste ano do Prémio Eduardo Lourenço foram apresentadas dez candidaturas, tendo a proposta do nome de Luís Sepúlveda sido indicada por Fernando Paulouro Neves.
Luís Sepúlveda, que vive atualmente em Gijon, Espanha, é autor de livros como “O Velho Que lia Romances de Amor” e “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, entre outros.
Maria Ángeles Serrano, vice-reitora da Universidade de Salamanca, que presidiu, em representação do reitor, ao júri da edição deste ano, disse que foi feita uma escolha «acertada». Afirmou que Luís Sepúlveda é um intelectual «de reconhecido prestígio» e muito conhecido em Espanha e em Portugal. «Tem uma obra universal e favorece o diálogo ibérico» e é conhecido desde as crianças até aos adultos, disse, referindo que o premiado também tem uma faceta como cineasta e como lutador pelos direitos humanos. Em sua opinião, Luís Sepúlveda «prestigia» o prémio que tem o nome de Eduardo Lourenço e é «um exemplo da luta a favor dos direitos humanos».
O Prémio Eduardo Lourenço teve a sua primeira edição em 2004 e já distinguiu várias personalidades de relevo de Portugal e de Espanha. As anteriores edições contemplaram Maria Helena da Rocha Pereira (professora Catedrática de Cultura Greco-Latina, Agustín Remesal (jornalista), Maria João Pires (pianista), Ángel Campos Pámpano (poeta), Jorge Figueiredo Dias (professor Catedrático de Direito Penal), os escritores César António Molina, Mia Couto e Agustina Bessa-Luís, José María Martín Patino (teólogo), Jerónimo Pizarro (professor e investigador) e Antonio Sáez Delgado (professor e investigador).

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