Espelho de água

Para além da onda de calor que se atravessa neste verão, há várias ondas que avançam no país em cada concelho e freguesia.

Cumpridos os prazos e preceitos legais, há agora que palmilhar ruas, mostrar serviço e esperar que os eleitores decidam no final de setembro, após a leitura dos programas apresentados ou da verificação da obra feita.

Pelo meio haverá tempo ainda para aproveitar este final de agosto e sem que haja romarias, procissões e bailaricos, se retemperem forças à beira do mar, de um rio ou de outro qualquer espaço verde onde a sombra impere.

No remanso proporcionado por este tempo assaltam-nos ideias e planos do que seria bom incluir nos programas eleitorais respeitando a nossa vontade.

Não fugindo a esses pensamentos (comum mortal me confesso) e enquanto espero por programas eleitorais (dando mais importância aos da terra onde não irei votar do que onde voto) lembro-me que, ao longo dos tempos, o sonho de ver um concelho próspero se foi desvanecendo, mas nunca esquecido!

Várias foram as vezes em que escrevi ou falei, sobre o caminho que a terra serrana deveria trilhar.

Um caminho onde os Trilhos Verdes, vieram ajudar, sem qualquer dúvida, a reforçar a oferta turística e dar algum alento à hotelaria local cuja oferta cresceu fortemente nos últimos anos e necessita de uma rede complementar de ofertas para conseguir segurar quem nos visita no concelho.

Daí a necessidade de ter em Manteigas um Museu capaz de mostrar o que fomos ao longo dos tempos e um programa cultural capaz de, a cada fim de semana, se tornar íman.

E se os Trilhos podem ajudar a hotelaria local, os mesmos necessitam de um suporte para os que, amando a natureza, gostam de a usufruir em sintonia com a pernoita num parque de campismo.

Seria bom que esse espaço pudesse existir (sim sei que existe um espaço junto ao Parque da Relva da Reboleira) mais perto do miolo urbano da vila e “eco-fiendly”, proporcionando aos seus utilizadores um rápido acesso aos locais de restauração e recreação.

E se há rios na Beira, eles descem da Estrela, (como escreve Miguel Torga) Manteigas não pode nem deve deixar de assumir-se como Capital da água. Sem esforço deve mostrar, através de jogos de água, com orgulho que ela corre limpa e pujante desde que nasce no nosso território.

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