Estâncias termais do distrito da Guarda só devem reabrir em Julho

A expectativa das estâncias termais da região Centro, quatro delas no distrito da Guarda, reabrirem as portas esta Segunda-feira saiu gorada devido à demora na decisão do Governo e na publicação das orientações para estabelecimentos termais por parte da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O documento foi publicado este Sábado na página da Internet da DGS, dias depois de terem sido aprovadas em Conselho de Ministros, a 9 de Junho, as alterações, a partir de 15 do corrente, face à terceira fase de desconfinamento.

Entre elas, «determina-se que as actividades e espaços que permanecem encerrados possam abrir quando disponham de orientação específica da Direcção-Geral da Saúde relativas ao seu funcionamento». Caso das estâncias termais, que há muito criticam a demora do Governo em decidir reabrir estes espaços.

«Uma deliberação que nos irá permitir de imediato, assim que haja regulamentação específica da Direcção-Geral da Saúde, e nós acreditamos que não vai demorar muito tempo e que algumas termas possam preparar-se para abrir dia 15», esperava Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro, cujo promotor líder é a Associação Termas de Portugal – Delegação Centro, assim que foi conhecida a decisão do Conselho de Ministros.

A um dia da autorização da reabertura, Adriano Barreto Ramos adiantou a este semanário, ainda que não dispusesse de números concretos, que tudo levava a crer que as estâncias termais que optaram por abrir portas eram uma «minoria». Esta Segunda-feira tentámos um contacto junto daquele responsável para saber quantas das 20 estâncias termais que compõem a rede, 18 das quais de distritos da região Centro, optaram pela reabertura, mas, apesar da insistência, não foi possível até fecho desta edição.

Concretamente ao distrito da Guarda, todas elas optaram por adiar a reabertura. As Termas de Longroiva (Mêda) e as Termas do Cró (Rapoula do Côa – Sabugal), pertencentes ao mesmo grupo, vão decidir esta semana a data e as condições deste regresso, revela a directora, Cristina Mota.

Abrir em Junho está «fora de questão» nas Termas de Almeida – Fonte Santa. «Está tudo em aberto e temos intenções de abrir caso haja luz verde para a abertura das termas, que como se sabe neste momento não há. Mesmo que venha informação em Junho, nós só estamos em condições de abrir em Julho, até porque há um plano de higienização a cumprir, há

um plano sanitário a cumprir, nomeadamente com análises laboratoriais obrigatórias da ULS e da Direcção-Geral de Energia e Geologia. Portanto, não há condições para no momento abrirmos no imediato, mas em Julho sim», adiantou José Alberto Morgado, vice-presidente da Câmara de Almeida, responsável pela gestão da estância, um dia antes das normas da DGS serem publicadas.

Apesar da insistência, as Termas de Manteigas não prestaram declarações sobre a data e os moldes em que irá ocorrer a reabertura. No entanto, ao que o TB apurou, aquela equipamento só deverá reabrir em Julho se «tudo correr bem».

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