Estudo revela que a maioria dos presidentes de Câmara responde a emails dos munícipes em menos de 24 horas

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A maioria dos presidentes de Câmara demora menos de 24 horas a responder aos munícipes por email, revelou um estudo da Universidade do Minho, que avaliou a relação das 308 Câmaras Municipais com os cidadãos através da Internet. O Índice da Presença na Internet das 308 Câmaras Municipais, apresentado no passado Sábado em Lisboa pela Universidade do Minho, revelou que a Câmara de Murça tinha o melhor sítio na Internet em 2016, seguida por Vila do Bispo e por Bragança, tendo em conta o tipo de conteúdos disponibilizados, a acessibilidade e facilidade de utilização dos sítios Web, os serviços “online” disponíveis e os meios que permitem a participação dos munícipes.
Manteigas é o concelho do distrito da Guarda mais bem classificado no ranking global nacional, ocupando o quinto lugar, uma subida de 109 lugares comparativamente ao estudo de 2014. Surge depois Celorico da Beira, na 14ª posição (um subida de 247 lugares); seguindo-se Fornos de Algodres na 17ª posição (uma subida de 142 lugares). A capital do distrito subiu 59 lugares comparativamente ao estudo de 2014, estando agora na 196ª posição.
Quantos às restantes autarquias distrito é esta a classificação: Vila Nova de Foz Côa no 88º lugar (subiu 75 lugares), Sabugal no 126º (desceu 38 lugares), Seia no 135º (desceu 44 lugares), Figueira de Castelo Rodrigo no 169º (desceu 28 lugares), Meda no 179º (desceu 9 lugares), Aguiar da Beira no 208º (subiu 92 lugares), Pinhel no 208º (desceu 67 lugares), Gouveia no 230º (desceu 124 lugares), Almeida no 257º (subiu 25 lugares) e Trancoso no 288 (desceu 128 lugares).
Nesta análise, a equipa da Universidade do Minho verificou também o tempo de resposta dos 308 municípios a questões colocadas por cidadãos através dos emails disponibilizados “online”, enviando questões ao presidente da Câmara, ao vice-presidente, ao primeiro vereador da oposição e duas aos serviços, uma mais complexa e uma outra de resposta simples.
Quando confrontados por perguntas do cidadão fictício utilizado pelos investigadores, 62% dos 308 presidentes de câmara responderam em menos de 24 horas e 75% deles responderam «de forma útil» ao que lhes foi perguntado.
A média de demora na resposta foi de 41 horas, mas houve pelo menos um presidente que demorou 485 horas (20 dias) a responder. Em 2012, altura em que se realizou pela primeira vez esta análise, a média de demora na resposta era de 72 horas e o autarca que demorou mais tempo respondeu 1.582 horas (quase 66 dias) depois.
Segundo Luís Miguel Ferreira, um dos autores do estudo, «os presidentes de câmara estão muito mais sensíveis em responder aos cidadãos» e os tempos de resposta melhoraram em 2016 face ao mesmo estudo realizado em 2014. «Em geral, conseguimos enviar para o email geral da câmara municipal e para o presidente da câmara, do vice-presidente e do primeiro vereador da oposição, mas em muitas câmaras é difícil identificar o primeiro vereador da oposição e em muitos casos não é possível obter o email deste eleito», salientou.
Os vereadores da oposição que foi possível contactar demoraram em média 40 horas a responder, sendo que os mais rápidos responderam em 30 minutos e os mais demorados em 300 horas (12 dias). «O melhor comportamento em termos de tempo de resposta (em percentagem do número de respostas) sucedeu nas respostas às mensagens enviadas para os vice-presidentes, em que 70% responderam em menos de 24 horas», é acrescentado no estudo.
Em relação às questões colocadas aos serviços das câmaras, o tempo médio de resposta às mensagens associadas a serviços simples foi de 33 horas, enquanto o tempo médio de resposta às mensagens associadas a serviços mais complexos foi de 113 horas, «o que é, até certo ponto, compreensível, dado o facto de a segunda carecer, eventualmente, de ser reencaminhada entre serviços, algo que consome tempo». «Note-se que ainda existem serviços camarários que apresentam tempos de resposta que se julgam ser desaconselháveis no contexto atual. De facto, houve casos em que o cidadão teve que aguardar mais de 500 horas (superior a 20 dias) para obter resposta à sua mensagem. Realça-se, contudo, que há também câmaras municipais em que os tempos são bem reduzidos, respondendo ao cidadão em menos de uma hora, em alguns casos quase no imediato», é destacado no estudo. O estudo revela ainda que apenas 46 (15%) dos 308 municípios não estão presentes nas redes sociais.
O estudo completo está disponível em http://gavea.dsi.uminho.pt/wp-content/uploads/2017/05/Ipic2016_Pub2017_VFINAL.pdf

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