Executivo da Câmara da Guarda diz ter reduzido a dívida em 26 milhões de euros

O vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, que presidiu à última reunião do executivo na ausência do presidente, Álvaro Amaro, anunciou que a dívida do município no final do primeiro semestre se fixava nos 34 milhões de euros. O que significa, como explicou o autarca, que a dívida da autarquia diminuiu mais de 26 milhões de euros. «Desde que estamos em funções reduzimos a dívida em 26. 249.063 euros», sustentou Carlos Monteiro. Os números serviram também para responder às críticas dos vereadores do PS, Joaquim Carreira e Graça Cabral que, em declarações aos jornalistas após o final da reunião, acusaram a maioria PSD-CDS/PP de praticar «uma gestão ruinosa» que não vai de encontro «às necessidades da população» e de pautar a sua acção por «festas, bombos e estátuas». Carlos Monteiro respondeu que se trata de uma «falsa interpretação» e argumentou que o executivo não só baixou a dívida como tem feito obras
As críticas dos autarcas socialistas surgiram em declarações aos jornalistas no final da reunião onde foi ratificada a decisão do júri de adjudicar a requalificação do Parque Municipal à empresa Tomé Saraiva por 254 mil euros mais IVA. O ponto mereceu a aprovação dos vereadores do PS. Questionado pelos jornalistas sobre a contestação que já se faz ouvir ao abate de algumas árvores naquele espaço verde previsto no projecto já divulgado, e que é objecto de uma petição pública na internet, Joaquim Carreira considerou ser uma reacção justificada porque «os guardenses não gostam» daquilo que se pretende fazer. «As pessoas têm sentido de posse e não é por terem mandatado que têm autoridade moral», sublinhou. O autarca do PS lembrou ainda as declarações de Álvaro Amaro na recente inauguração das rotundas dizendo que «quer gostem, quer não gostem vamos fazer» numa resposta aos críticos. Joaquim Carreira considera que estas palavras são sinal de «arrogância e autoritarismo». «Os cidadãos sentem-se enxovalhados e ultrapassados», acrescentou o autarca do PS.
Joaquim carreira conside-rou «um insulto» que o executivo tenha subido o IMI a reboque da situação financeira do município e agora «gaste em rotundas». O socialista criticou ainda o momento escolhido pelo executivo para apresentar os projectos da requalificação do eixo central da cidade, uma sessão pública realizada «num dia de semana» tendo por isso «passado ao lado de 70 por cento da população» que não ficou a par dos planos da autarquia.
Na opinião do vice-presidente da Câmara da Guarda, os projectos foram objecto de «grande divulgação» argumentando que a autarquia tem tomado «decisões participadas». Carlos Monteiro sustentou que o município é «um exemplo» a nível nacional porque consegue «equilibrar as contas e promover acções».
Sobre as contas, Carlos Monteiro especificou que em Setembro de 2013 a dívida era superior a 60 milhões de euros e no final desse ano eram menos 4 milhões (56 milhões). Um ano depois, «e com todas as acções, as festas que também são factor de atracção e as várias obras, a dívida era de 46 milhões 269 mil euros». E em 2015 foi reduzida em mais 9 milhões. Sobre o valor atingido no final do primeiro semestre, o autarca evidencia que foi possível alcançar «continu-ando a fazer as tais obras e festas». «Se têm outros números que os apresentem. Os nossos são acreditados e validados pelas entidades. Os guardenses sabem separar o que vêem daquilo que são as palavras da oposição. Vive-se melhor na Guarda. É mais atractiva», argumentou.
EG

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