FENPROF diz que manter contratos com colégios custa 5ME na região Centro

Os contribuintes «arcarão com uma despesa acrescida» de cinco milhões de euros se o Governo mantiver os contratos de associação entre o Estado e os colégios privados existentes na região Centro, segundo um levantamento efetuado pela FENPROF. A estrutura sindical considera desnecessária a maioria destes contratos, mediante os quais os alunos frequentam colégios sob financiamento estatal, dada a oferta da rede pública actualmente existente.
De acordo com a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), a região Centro é onde se concentra o maior número de contratos de associação entre o Estado e os operadores privados, mas «o problema está longe de se esgotar» naquela zona. Assim, segundo os dados que apurou, as escolas públicas têm muitas vezes capacidade para receber turmas que estão atribuídas aos colégios. «Em todo o país, a oferta pública cobre as necessidades», frisa a FENPROF em comunicado.
Os contratos de associação foram criados no final do século passado para responder a carências da rede pública de estabelecimentos de ensino e começaram a ser revistos pela ex-ministra da Educação Isabel Alçada durante a governação socialista de José Sócrates, tendo sido actualizados pela tutela de Nuno Crato, no Governo de coligação PSD-CDS-PP.
Um dos argumentos dos privados é o custo das infraestruturas, que o Estado não tem se financiar a frequência dos alunos nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.
A FENPROF recorda que uma portaria publicada no ano passado fixou em 80.500 euros o valor do financiamento de cada turma atribuída ao setor privado.
A nova equipa do Ministério da Educação, liderada por Tiago Brandão Rodrigues, anunciou ter já em sua posse um estudo sobre a rede que permitirá rever a articulação com os colégios. Para já, foi publicado um despacho (de constituição de turmas e matrículas) que, segundo a Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), vem limitar o acesso dos alunos a estas escolas, em função da delimitação da área geográfica, e ameaça provocar «um descalabro» no sector.

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