Festival de Folclore da Guarda na Alameda de Santo André

Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Conde, o Rancho Folclórico “As Lavadeiras de Bolhos”, o Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere e o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz juntam-se ao Rancho Folclórico do Centro Cultural da Guarda no seu 36º Festival de Folclore, a acontecer este Sábado, a partir das 21h30, na Alameda de Santo André.
A festa começa pelas 17h00 com a recepção aos grupos participantes na sede do Centro Cultural, no Paço da Cultura, seguindo-se, meia hora mais tarde, a recepção na Câmara Municipal e, às 19h00, o jantar.
Antes do festival, haverá desfile dos grupos pela cidade, agendado para as 21h00.
Para além do Festival de Folclore da Guarda, a colectividade organizou até ao momento «28 festivais nacionais e 3 internacionais».
Instituição de Utilidade Pública que pela sua «actividade cultural intensa» foi agraciada com a Medalha de Honra do distrito da Guarda e a Medalha de Mérito Municipal, o Centro Cultural da Guarda tem como valências Conjunto Rosinha, Coro Sénior, Escola de Música e Ballet, Conjunto 60*****, Orfeão e Rancho Folclórico.
Esta última é uma das mais antigas, tendo sido criada cinco anos depois do Orfeão.
Fundado em 1967 por Afonso Sanches de Carvalho, «o rancho é mensageiro de toda a região serrana». O folclore «é a história não escrita de um povo na junção entre folk e lore (povo e saber), recreando e transmitindo velhas lendas, contos, provérbios e canções», descreve na sua webpage.
«A interpretação de tudo isto é, em primeiro lugar, a pesquisa que visa a preservação dessa cultura popular de todo uma zona que vai desde a serra e se estende até à fronteira serrana, qual joia preciosa de tradição e vivência das nossas gentes que enriquecem um repertório que pretende ser característico na mensagem de alegria, conhecimento, que, de geração em geração se mantém e nos tem legado esse riquíssimo espólio cultural», escreve a propósito do seu rancho folclórico.
«Tipicamente serrano é também o seu traje representativo de pastores e antigas aguadeiras da Guarda, onde ganha destaque a dança da roda, típica desta região e que se insere em coreografia diversa e engenhosa de quase todas as danças», acrescenta.
Actualmente com «45 elementos, onde marcam presença quase duas dezenas de jovens», o Rancho é formado por «tocadores, cantadores, dançadores e figurantes, tendo actuado em todo o país e estrangeiro».
Para além do anfitrião, actuam neste festival mais quatro grupos: Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Conde (Guimarães), Rancho Folclórico “As Lavadeiras de Bolhos” (Peniche), Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere (Lagos) e Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz (Madeira)
O primeiro foi fundado a 23 de Junho de 1996, «graças a um grupo de briosos condenses e à Associação Cultural e Recreativa já existente desde 1978, e que até à fundação do Grupo Folclórico só incorporava as actividades de Futebol de Salão e Atletismo». Nestes anos de actividade, em que percorreu o país de Norte a Sul e actuou em França e Espanha, o grupo já lançou duas edições discográficas.
A criação de “As Lavadeiras de Bolhos” começa a tomar forma em 1990 quando foi lançada a ideia de «reactivar um grupo de dança tradicional criado em 1963, mas que não se desenvolveu». «Deste modo, um grupo de filhos desta aldeia, embebido no maior empenho para promover culturalmente a sua terra, fez renascer o rancho, que se estreou em público em 22 de Dezembro de 1991».
O Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere foi fundado em 17 de Março de 1984 e continua com a sua recolha etnográfica de danças, cantares, trajes e utensílios agrícolas. «E com base neste trabalho vamos divulgando os usos e costumes da nossa terra. Fazem parte das nossas danças os bailes de roda, corridinhos, valsas, mazurcas sendo algumas delas de épocas bastante remotas».
O Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santa Cruz foi fundado em Julho de 1982, por ocasião das festas do Santíssimo Sacramento. «Surgiu da necessidade sentida por um grupo de jovens voluntários da paróquia de investigar os usos, costumes, tocares e cantares dos seus antepassados». Actualmente composto por 35 elementos, e integrado na Casa do Povo de Santa Cruz desde 1989, continua com a recolha dos hábitos do povo desta freguesia.

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