Figueira de Castelo Rodrigo recebe início da 3ª etapa da Volta

Figueira de Castelo Rodrigo recebe, na próxima Segunda-feira, o início da 3ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. Os corredores vão fazer quase 163 quilómetros até à meta, que vai estar instalada em Bragança. A principal prova do calendário velocipédico nacional tem início amanhã, com um prólogo, em Lisboa, e no Sábado cumpre-se a primeira etapa, entre Vila Franca de Xira e Setúbal. No penúltimo dia de prova, os cor-redores chegam à Guarda. A cidade mais alta terá, pelo segundo ano consecutivo, a meta da etapa rainha.

Faustino Caldeira
fcaldeira@gmpress.pt

Na próxima Segunda-feira, Figueira de Castelo Rodrigo vê partir os corredores, no início da 3ª etapa da Volta a Portugal, às 13H10, com destino a Bragança. No total são 162,7 quilómetros num percurso que, no distrito da Guarda, vai passar pelas aldeias de Vilar de Amargo, Almendra e Pocinho, antes de entrar no distrito de Bragança, por Torre de Moncorvo em direcção a Macedo de Cava-leiros.
Para o presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, Paulo Langrouva, «a Volta a Portugal tem uma projecção enorme e é um evento fundamental para a promoção e divulgação da região. A possibilidade que as gentes de Figueira de Castelo Rodrigo têm em conviver com toda a logística e emoção que a Volta a Portugal proporciona é única e importante para a dinânima da economia local».
No aspecto desportivo, o director técnico da prova, Joaquim Gomes considera que «esta etapa confrontará o “pelotão” com um percurso extremamente sinuoso, do qual o calor e a travessia da Serra de Bornes serão os principais obstáculos.  As primeiras dificul-dades registar-se-ão logo no primeiro terço da etapa com a passagem em Vila Nova de Foz Côa e Torre de Moncorvo. Será já em estradas brigantinas, com o Castelo Medieval de Bragança como pano de fundo, que a derradeira selecção se fará, com a Avenida D. Sancho I, local de final de etapa, a assistir, certamente, à chegada de um pelotão muito fraccionado», que vai passar duas vezes pela meta.
As dificuldades para os corredores poderão aumentar, uma vez que a etapa que tem início em Figueira, sucede a duas tiradas longas. Depois do prólogo em Lisboa, o pelotão faz 203 quilómetros, na 1ª etapa, entre Vila Franca de Xira e Setúbal e, no Domingo, a etapa mais longa da prova liga Reguengos de Monsaraz a Castelo Branco, num total de 214,7 quilómetros, com tempe-raturas sempre acima dos 35 graus.
Até ao dia de descanso, que este ano será em Fafe, a caravana cumpre as etapas entre Macedo de Cavaleiros e Mondim, Boticas – Viana do Castelo e Braga – Fafe.
Após a habitual folga seguem-se as etapas decisivas, sendo que a tirada que termina na Guarda deixará antever o vencedor da edição deste ano da Volta, uma vez que só fica a faltar o contra-relógio, em Viseu.
Com 1626 quilómetros, 30 prémios de montanha e 27 metas volantes, a 79ª edição da Volta decorre entre amanhã e o dia 15 de Agosto, terminado numa Terça-feira, ao contrário de anos anteriores. O director da prova, Joaquim Gomes, frisa que «com uma primeira fase maiori-tariamente plana, cuja aparente facilidade será contrariada pela grande extensão das etapas, será depois de Castelo Branco que a “Volta” verdadeiramente fica mais dura orograficamente». Com a Beira Alta e Trás-os-Montes a massacrar a “caravana” será em “Terras de Basto” que vai terminar esta fase na mítica Sr.ª da Graça. A segunda metade da prova é composta por etapas de média/alta dificuldade que vão exigir o máximo empenho físico e anímico dos protagonistas. Os finais em Viana do Castelo, Fafe e Santo Tirso podem proporcionar autênticas reviravoltas na clas-sificação. A última fase, com início em Gondomar e ligação a Oliveira de Azeméis, num dia de média dificuldade que vai trazer oportunidades a muitos e, talvez, merecidas tréguas aos poucos eleitos que terão de se enfrentar na etapa Rainha, na Guarda, e, finalmente, na prova da verdade em Viseu. Em suma, a 79ª Volta a Portugal apresenta um percurso que permitindo o êxito parcial a ciclistas de distintas características se impõe pelas sucessivas dificuldades que, claramente, farão particular apelo a ciclistas completos com uma enorme capacidade de recuperação».

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