Fogo matou 50 pessoas em Outubro de 2017

Cinquenta pessoas morreram devido aos incêndios de Outubro de 2017, que destruíram empresas, casas, infraestruturas públicas, explorações agro-pecuárias e 290 mil hectares de floresta na região Centro. Metade das mortes ocorreu no distrito de Coimbra (13 das quais no concelho de Oliveira do Hospital e 12 nos municípios de Arganil, Pampilhosa da Serra, Penacova e Tábua) e 17 em Viseu (Carregal do Sal, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão e Tondela). Os restantes óbitos foram registados na auto-estrada que liga Aveiro a Vilar Formoso (A25), nas zonas de Sever do Vouga (Aveiro) e de Pinhel (Guarda), e no concelho de Seia (Guarda).

Segundo dados divulgados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), foram registados 268 milhões de prejuízos na área empresarial nos diferentes concelhos atingidos pela tragédia.

Para relançar a capacidade produtiva, o Governo criou o programa Repor para apoiar perto de 400 empresas, que realizaram um investimento de 131 milhões de euros, dos quais 100 milhões de financiamento público, com o objetivo de salvar e criar 4.221 empregos.

Há um ano, a então presidente da CCDRC e actual ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse à Lusa que estavam ainda em reconstrução 30 habitações incluídas, em 2019, no Programa de Apoio à Recuperação de Habitação Permanente (PARHP).

«A CCDRC recebeu, até ao momento, 1.340 pedidos de apoio, tendo sido enquadrados no PARHP 851 pedidos [15 dos quais do concelho de Gouveia e 38 de Seia]. Isto significa que há 489 pedidos de apoio que não tiveram acolhimento no Programa de Apoio, o que corresponde a cerca de 36,49% dos pedidos», informa agora o organismo público, ao disponibilizar dados actualizados no seu portal.

A CCDRC explica que os principais motivos para recusar apoio foram os seguintes: «As famílias não usavam as habitações de forma permanente, as habitações não são legais do ponto de vista urbanístico e não são passíveis de legalização, a titularidade e propriedade das habitações não está regularizada, as habitações já estavam devolutas à data do incêndio».

«Nos 851 pedidos de apoio aprovados, 26 referem-se apenas a apetrechamento de habitações. Deste modo, o Programa de Apoio prevê a reconstrução parcial ou integral de 825 habitações”, refere.

Das 825 casas a reconstruir ao abrigo do PARHP, «estão concluídas 817 habitações e estão em diferentes fases de execução 8 habitações», contra as 30 de há um ano. «Já foram transferidos para as famílias e para as empresas de construção mais de 57 milhões de euros», de acordo com a CCDRC.

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