Futuro … e o Passado!

Adivinhar o futuro, não está ao alcance do comum dos mortais, mas em períodos como o que estamos a atravessar, vésperas de Eleições Autárquicas 2021, essa seria a vontade e o desejo de muitos.

Para o tentar, os peritos fazem sondagens e mais sondagens, mais ou menos direcionadas, com o grande objetivo de atempada e antecipadamente, tentar prever o futuro, prever quem irá ser o vencedor na corrida eleitoral, que se avizinha.

Sem grande experiência em matéria de evolução da vontade e desejo do comum dos cidadãos, há sondagens para todos os gostos e feitios, geralmente só aliciadoras da esperada vitória, nem que seja pela margem mínima. Nunca se sabe. É uma incógnita. Fatores humanos são imprevisíveis. Por um voto se ganha, por um voto se perde.

Será o momento de grandes decisões opcionais, de julgamento sobre os trabalhos bem ou mal desempenhados, da apreciação das várias soluções.

Haverá mudança ou não nos executivos autárquicos para o próximo período de quatro anos?

As máquinas partidárias esforçam-se por agradar o mais possível, dos fazedores de opinião aos pequenos caciques locais, tudo conta, tudo vale.

Infelizmente ou não, as sondagens e estudos similares, usualmente revelam-se inúteis pela sua falibilidade.

Prognósticos … só no fim da contagem dos votos.

Aí todos acertam, e falam de alto:

– “Eu sempre previ que o vencedor seria este …, estava escrito nas estrelas!”

Sem pretender referir que o sistema de gestão autárquica não está adequado à realidade nacional, tanto pelo verificado ao longo destes anos como até pela pouca experiência que havia aquando da escolha do modelo, é demais evidente que a atual solução serve unicamente os interesses dos aparelhos partidários, mais interessados em manter os seus feudos e, quiçá, conquistar mais uma franja do eleitorado, e no fim, clamar vitória.

Efémero objetivo que poderá ilusoriamente servir os interesses dos partidos políticos, mas não o verdadeiro interesse e anseios das populações. De eleição em eleição, os cidadãos eleitores vão-se afastando mais de tão nobre ato. Quando haverá um pensar e repensar corretamente e de frente a esta problemática?

Por outro lado, com o atual modelo, muitas decisões foram feitas, muitas opções foram tomadas, todas na melhor das intenções, mas que passado um certo tempo, poderão e deverão ser analisadas e escrutinadas. Errar é humano e certamente nem tudo o que se fez foi o mais correto e melhor para todos.

Seria tempo, para uma análise pormenorizada sobre certas escolhas tomadas na época e agora poder-se-ia verificar se foram ou não as mais corretas.

Para exemplo, é de salientar a localização e construção dos quarteis dos bombeiros voluntários. Em muitos concelhos, já se vai na terceira opção ou em vias disso. Só um país muito rico se pode dar ao luxo de desbaratar assim os dinheiros públicos.

Conhecer os erros do passado de modo a evitar que novos e maiores erros se cometam, agora que virão para aí milhões e milhões de euros para que o país finalmente consiga recuperar do eterno atraso a que está vaticinado.

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