Governo ainda não nomeou as administrações das ULS da Guarda, Alto Minho e Matosinhos

As unidade locais de saúde (ULS) da Guarda, Alto Minho e Matosinhos são as únicas que ainda não têm novo conselho de administração. O Governo aprovou, sob proposta do Ministro das Finanças e do Ministro da Saúde, os novos CA’s das ULS de Castelo Branco, Norte Alentejano, Nordeste, Baixo Alentejo e Litoral Alentejano.
De recordar que no caso da Guarda, Isabel Coelho, actual coordenadora da Unidade de Saúde Familiar Ribeirinha, na Guarda, tinha sido convidada pelo Ministério da Saúde para presidir ao CA da ULS da Guarda. Só que, a pretensão de escolher a equipa completa do conselho de administração (director clínico, director dos cuidados de saúde primários e enfermeiro-director), incluindo os dois vogais (um nomeado pela Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela e outro pelo Ministério das Finanças) terá afectado o processo.
O caso levou o presidente da Federação Distrital, António Saraiva, a dirigir um e-mail, em nome daquela estrutura, ao Ministério da Saúde, dando conta da discordância da proposta que lhe foi transmitida. Chega mesmo a alertar que se não for tida em conta a opinião dos socialistas da Guarda, alguns dos candidatos autárquicos poderão vir a desistir ou até mesmo ser retirada a confiança política aos «responsáveis» pela decisão na escolha do CA.
No e-mail, António Saraiva chega a dizer que, «em termos locais e distritais, não é possível que uma estrutura como é a ULS da Guarda não integre um único elemento de plena confiança» das estruturas locais e concelhias. Adianta que, se isso viesse a acontecer seria «o desacreditar do PS em termos distritais» e, «como tal, o arrastar de graves consequências políticas», como por exemplo, o «desvincular dos órgãos distritais por parte de alguns membros» ou a desistência de alguns candidatos autárquicos.
Contactado pelo TB, António Saraiva escusou-se a tecer considerações sobre este caso, dizendo apenas que não está em causa o nome de Isabel Coelho, actual coordenadora da Unidade de Saúde Familiar Ribeirinha, na Guarda, que foi convidada pelo Ministério da Saúde para presidir ao CA da ULS da Guarda. Sendo assim, o problema poderá existir em relação aos elementos da equipa técnica (director clínico, director dos cuidados de saúde primários e enfermeiro-director), caso se confirme a escolha de pessoas que fizeram parte de CA’s nomeados pelo governo do PSD.
Como o TB já tinha noticiado, a escolha da CIM-BSE deverá ser José Monteiro, actual autarca de Celorico da Beira, e da parte do Ministério das Finanças há uma forte possibilidade que seja António Carlos Santos, socialista e antigo director do INATEL. Quanto ao resto da equipa tem sido apontado o nome de Fátima Cabral, que fez parte do CA presidido pela social-democrata Ana Manso, para directora clínica. Uma possibilidade que não agrada aos socialistas da Guarda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O website do Terras da Beira utiliza cookies para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar está a consentir a utilização de cookies Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close