Governo anuncia “mais 4.500 camas” para estudantes do Ensino Superior mas a Guarda não foi contemplada

Hotéis, pousadas da juventude e unidades de alojamento local vão disponibilizar «mais 4.500 camas» para estudantes universitários, anunciou hoje o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). No concelho da Guarda não há qualquer aumento de camas para os alunos.

As medidas de prevenção da covid-19 resultaram numa redução generalizada do número de camas disponível nas residências de estudantes, com excepção do Instituto Politécnico da Guarda, do Instituto Politécnico de Viseu e do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, que mantiveram as ofertas do ano lectivo passado.

No total, «mais de 18 mil camas» passam a estar disponíveis para os estudantes universitários, «em condições de conforto, qualidade e segurança», quando, no ano lectivo anterior, eram cerca de 16 mil.

O Governo destaca o reforço da «capacidade instalada de alojamento público para estudantes», sublinhando que tal decorre de «uma cooperação estratégica com o sector do Turismo, permitindo manter postos de trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade».

Segundo o Governo, o aumento de camas resulta de acordos estabelecidos com a Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local. O MCTES adianta que «os acordos começarão a ser assinados nos dias 21 e 22 de Setembro, em cerimónias públicas no Porto, Vila Real e Lisboa».

Actualmente, existem 12.855 camas públicas, às quais se juntam outras 1.100 camas através de protocolos com autarquias e instituições privadas, num total de 13.955, às quais se juntam agora as 4.500 anunciadas, totalizando 18.455 camas, a partir de Outubro.

No total, há, para este ano lectivo, menos 15 por cento de oferta nas residências de estudantes (correspondendo a 2.218 camas), devido às medidas de prevenção da Covid-19.

Esta diminuição é compensada pelo aumento de camas através de protocolos com autarquias e instituições privadas (de 892 para 1.100), mas, sobretudo, pela estreia dos privados (alojamentos locais e hotéis). Simultaneamente, e de acordo com a mesma tabela, verifica-se uma descida generalizada nos preços por quarto. Ainda assim, Lisboa pode chegar aos 500 euros (o valor máximo estava nos 593 em Setembro de 2019), Porto aos 421 euros (era 460 à mesma data). O terceiro caso referido, Braga, mostra uma descida dos preços mínimo e médio, mas o valor máximo sobe, para aos 375 euros (era 353 em Setembro de 2019).

O número e tipo de camas disponíveis é constantemente actualizado no Observatório Digital do Alojamento Estudantil (https://www.student.alfredo.pt/), plataforma online que identifica diariamente a oferta privada de alojamento para estudantes, as zonas onde os estudantes de ensino superior estão alojados e as rendas praticadas a nível nacional, assim como o nível de ocupação e a evolução da oferta pública de camas em residências para estudantes.

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