Governo avisa que se mantém “dever geral de recolhimento”

O Governo advertiu hoje que, apesar dos “bons resultados” e de se começar a preparar o levantamento de medidas para maio, no terceiro período do estado de emergência mantêm-se exatamente “as mesmas circunstâncias” e “o dever geral de recolhimento”.
“É muito importante que comecemos a falar sobre o processo de levantamento de medidas, que ele comece a ser preparado, mas também é muito importante que se compreenda que durante estes 15 dias estamos, apesar dos bons resultados, apesar do bom tempo lá fora, exatamente nas mesmas circunstâncias que estávamos até aqui”, avisou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.
Na conferência de imprensa na qual o Governo anunciou as linhas gerais do decreto que regulamenta a prorrogação do estado de emergência devido à pandemia de covid-19, hoje aprovado em Conselho de Ministros por via eletrónica, Mariana Vieira da Silva considerou que os números da evolução da doença em Portugal “são positivos” e lembrou que o primeiro-ministro, na quinta-feira, referiu que nas próximas duas semanas será preparado o “levantamento de algumas destas medidas”. “Mas isso significa fundamentalmente que elas permanecem em vigor durante os próximos 15 dias”, sublinhou.
Como “os portugueses são o elemento fundamental” para se poder “passar para essa fase seguinte”, a governante fez questão de deixar claras as regras para este terceiro estado de emergência. “As medidas de confinamento obrigatório para doentes covid e para cidadãos que estejam em vigilância ativa permanecem em vigor, o dever especial de proteção para os maiores de 70 anos e para os doentes imunodeprimidos e com algumas doenças que sabemos que os torna vítimas mais graves desta doença permanece em vigor, como permanece em vigor o dever geral de recolhimento de todos os portugueses”, enunciou.
Assim, os cidadãos podem sair para trabalhar quando o seu trabalho não possa ser feito em teletrabalho, podem fazer compras, que podem fazer exercício físico e passeios higiénicos, mas, avisou Mariana Vieira da Silva, “continuam a não poder passear e usufruir do espaço público em condições” que até há pouco eram consideradas como sendo de normalidade.

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