Governo inclui Hotel Turismo da Guarda no projecto Revive

À quarta edição da Feira Ibérica e Turismo (FIT), que decorreu este fim de semana na Guarda, foi delienado o futuro do Hotel Turismo da Guarda. O assunto tem sido transversal a todas as edições do certame, desde a estreia em 2014 com a presença do ministro da Economia Pires de Lima até ao ano passado com a presença do primeiro-ministro, António Costa. Em 2015, seria também notícia durante a inauguração com a presença do então primeiro-ministro Passos Coelho, por se confirmar que não houve interessados privados à hasta pública promovida pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças.
Em 2017, coube à secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, anunciar que o Governo vai incluir o antigo Hotel de Turismo no projecto Revive, que abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos. «Decidimos incluir o hotel da Guarda (…) que tem de ter uma resposta urgente. E, por isso, ainda em Junho lançaremos dentro do programa Revive este novo projecto que pretende que seja não só um hotel, mas também um espaço e um polo de criação de emprego também para a região da Guarda», declarou a governante na cerimónia de inauguração da FIT. A secretária de Estado disse que o futuro hotel será «um espaço de formação de estágios e de formação de final de curso para aqueles que já estudam na região», para que cada vez mais seja feita «a ponte entre quem está nas escolas e quem vai para o mercado de trabalho». Em sua opinião, o Hotel da Guarda será «como uma ponte para essa ligação, para fixar cada vez mais e atrair jovens para a região».
O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, reagiu com satisfação ao anúncio e disse esperar que o processo seja irreversível e que o modelo decidido pelo Governo «seja testado rapidamente». «Se o mercado responder positivamente, muito bem, ficamos todos felizes. Se não responder, temos que ir a outra possibilidade», disse o autarca à agência Lusa. Álvaro Amaro espera que as respostas sejam «as melhores» e que o antigo hotel da cidade mais alta do país possa reabrir as portas «daqui por quatro anos». «Hoje, melhor que amanhã, quanto mais cedo melhor, quanto mais cedo estiver no mercado mais cedo vemos as respostas, mais cedo aprovamos o projecto, mais cedo o temos devolvido à economia nacional, que é, no fundo, o que eu ando a dizer há três anos e, por isso, faz-se jus àquilo que é o importante para a economia da Guarda», afirmou.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que presidiu à inauguração da FIT, também falou sobre o modelo encontrado pelo Governo para proceder à reabertura do Hotel de Turismo da Guarda. Disse ter chegado «a dormir mal algumas noites» a pensar que o hotel que conheceu na infância, na sua adolescência e na vida adulta «poderia desaparecer». «Fico feliz por haver futuro para o Hotel Turismo», desabafou. «Eu conheço a senhora secretária de Estado e ela quando assume o compromisso é para cumprir. Portanto, quando ela diz “vamos por aquilo a andar”, quer dizer, no fundo, o Estado, o Governo, compromete-se a rapi-damente encontrar uma solução que envolva a iniciativa privada», declarou. O chefe de Estado disse ainda que quer deslocar-se à Guarda «à inauguração do Hotel de Turismo, rapidamente».
O edifício do Hotel de Turismo da Guarda foi vendido em 2010 pela Câmara da Guarda, então liderada pelo socialista Joaquim Valente, ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria, mas o projecto não saiu do papel e o imóvel está de portas fechadas e a degradar-se.
EG

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