Greve de professores nos dois agrupamentos escolares da Guarda

Há greve de professores nos dois agrupamentos escolares da Guarda. Além de um conjunto de problemas antigos relacionados com a carreira docente e condições gerais de trabalho, os professores contestam também algumas das propostas apresentadas pelo Ministério da Educação no âmbito do processo negocial sobre a revisão do regime de recrutamento e colocação, que ainda decorre.

Lurdes Almeida, professora de Matemática na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, «um dos motivos é o facto de progressão na carreira não estar a ser feita como deve ser». «Foram criadas barreiras para os professores não atingirem o topo da carreira», afirmou, acrescentando que foi uma das professoras que «recuou do sétimo escalão para terceiro». «Ainda me devem seis anos e vários meses de carreira. Vou fazer 34 anos de serviço e estou a meio da carreira», contou.

«Cada vez temos mais horas, mais trabalho burocrático e menos salário», lamenta, o que leva a que sinta desmotivação. Garante, contudo, que não é por ter desmotivação que afecta os alunos, até porque «não são eles que têm culpa do que se está a passar». «Quem tem culpas é apenas o Governo, que está a ter políticas que não deve ter e, portanto, terá que rever a sua posição», defende.

Os protestos dos docentes têm decorrido um pouco por todo o país. O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) iniciou em 9 de Dezembro uma greve por tempo indeterminado, que deverá prolongar-se, pelo menos, até ao final do mês, e organiza uma marcha em Lisboa no Sábado.

Também o Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) convocou para a primeira semana de aulas do 2.º período uma greve parcial ao primeiro tempo lectivo, que decidiu prolongar até Fevereiro, sendo que entre 16 de Janeiro e 8 de Fevereiro realiza-se uma greve por distritos, convocada por oito estruturas sindicais, incluindo o SIPE e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

O Ministério da Educação pediu um parecer jurídico à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a legalidade da forma de execução das greves dos professores que estão em curso nas escolas e, em simultâneo, solicitou também parecer ao Centro de Competências Jurídicas do Estado (JURISAPP).

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