Grupo de amigos da Guarda já entregou mais de 400 viseiras a instituições do distrito e de outras zonas do país

Movidos pela vontade de ajudar, um grupo de dez amigos da Guarda decidiu aplicar as suas competências na produção de viseiras para entregar a instituições que necessitem deste equipamento no actual contexto de pandemia. O projecto DieVibrissaes já conseguiu entregar mais de 400 viseiras e são cada vez mais os parceiros que se têm associado a esta causa. Os promotores do projecto preferem não revelar os seus nomes porque «a ideia foi desde o início ajudar e não alimentar egos ou maledicências de terceiros em função dos elementos do grupo». «Até porque quando tudo isto passar, seremos apenas isso. Um grupo de amigos», sublinham. O único propósito dos amigos do DieVibrissaes «é tão só fazer uso das nossas competências e capacidade de mobilização em prol de quem mais precisa», reforçam.
A ideia destes amigos avançou com base num modelo de viseira disponibilizado pelo movimento Makers – Portugal, para impressão em 3D. Procuraram a validação de protótipos junto da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda «garantindo o cumprimento dos requisitos necessários em termos de segurança dos profissionais» e conseguiram fazer chegar à ULS as primeiras viseiras «ainda antes da confirmação do primeiro caso de COVID-19 na Guarda».
O DiVibrissaes estabeleceu algumas prioridades na atribuição das viseiras.
Começaram pela ULS da Guarda por estar «no “olho do furacão” e por contactarem com todos os casos COVID que precisam de assistência». Seguem-se as corporações de bombeiros «por serem a primeira linha de muitos contactos com possíveis casos positivos, e por assistirem e transportarem muitos outros doentes, não COVID, que importa proteger». Em terceiro estão as instituições de cariz social, que prestam cuidados e apoio aos mais idosos e aos mais desfavorecidos. E depois as forças de segurança «pela exposição que têm, nas tarefas de patrulhamento e controlo de movimentos de pessoas». Ainda assim, o Divibrissaes esclarece que «estas prioridades não invalidam que se acorra a uma ou outra situação que entenda ser pertinente no momento em que tal é solicitado».
Já foram entregues viseiras à Unidade Local de Saúde da Guarda, às Unidades Cuidados Continuados da Guarda e de Almeida, ao Estabelecimento Prisional da Guarda, aos Bombeiros Voluntários da Guarda, de Fornos de Algodres, de Celorico da Beira, de Manteigas, Sabugal, Famalicão da Serra, Soito e Gonçalo. Também à Esquadra de Investigação Criminal de Lisboa, da PSP, à GNR da Guarda e de Vila Nova de Famalicão, ao serviço de Protecção Civil Municipal da Guarda, aos CTT de Ovar, à CERCIG, à Santa Casa da Misericórdia do Sabugal e de Mortágua e à Nefrocare. E ainda à COPS-Segurança Privada ULS da Guarda, ao Centro Dia Adão e Pêga, ao Lar de Pínzio, ao Lar de S. Cristo, em Aldeia da Ponte, ao Lar S. João Batista de Fernão Joanes, aos Centros de Dia Famalicão da Serra e de Maçainhas de Belmonte e ao Lar de Idosos S. Pedro do Rio Sêco, em Almeida.
Os promotores do projecto continuam a pedir a colaboração daqueles que tenham impressoras 3D. «Precisamos de mais impressoras, tantas quantas conseguirmos», sublinham. Precisam ainda que «as pessoas fiquem em casa e respeitem todos quantos arriscam a sua saúde ao tentar conter esta pandemia» e «de coragem, esperança e respeito por todos». Agradecem o facto de ter havido outros amigos que se juntaram ao projecto com as ferramentas necessárias e que sentiram a causa como nobre e merecedora da sua disponibilidade temporal e empenho» e aos parceiros do projecto «não só as entidades públicas e privadas mas principalmente aos particulares, pela genuinidade do seu gesto de contribuir». Os promotores deste projecto podem ser contactados através do email die.vibrissaes@gmail.com

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