Guarda continua a ser o que regista menos criminalidade violenta e grave

O distrito da Guarda foi aquele que registou em 2015 uma maior subida percentual (31,7%) de participações de crimes violentos e graves às autoridades face ao ano anterior, continuando, contudo, a ser aquele que tem menos criminalidade violenta e grave, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgado na passada Quinta-feira.
Com um total de 79 ocorrências de criminalidade violenta e grave participados às autoridades em 2015, contra as 60 registadas em 2014, o distrito da Guarda é aquele que, em termos percentuais, apresenta um maior crescimento deste tipo de criminalidade, com uma subida de 31,7%.
Seguem-se os distritos de Santarém (22,5%) e de Viana do Castelo (18,9%), que respetivamente, registaram 452 ocorrências (+83 do que em 2014) e 189 ocorrências (+30 do que em 2014).
Em termos absolutos, os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal são aqueles com maior número de crimes violentos e graves participados em 2015.
Segundo o relatório, «Lisboa é responsável por aproximadamente 45% das participações», e juntando os distritos de Porto (16,9%) e Setúbal (11,3%), os três «representam 73% das participações» deste tipo de criminalidade no último ano.
Lisboa e Setúbal mantiveram em 2015 a tendência dos últimos anos de redução de participações de crimes violentos e graves: Lisboa, com 8.483 participações às autoridades em 2015 (-93 do que em 2014), regista uma quebra de 1,1% neste tipo de ocorrências; e Setúbal, com 2.135 registos em 2015 (-170 do que em 2014) apresenta uma redução percentual de 7,4%.
Já o Porto, que entre 2006 e 2013 registou anualmente sucessivas quebras na participação de crimes graves e violentos, voltou em 2015 a registar um aumento face ao ano anterior, com 3.199 ocorrências (+205 do que em 2014), o que representa um crescimento de 6,8%.
Pelo lado dos distritos com uma mais acentuada redução percentual de criminalidade violenta e grave participadas, destacam-se em 2015 Braga (-14,4%), Faro (-12%), Portalegre (-10,1%) e Setúbal (-7,4%). Entre as regiões autónomas, os Açores registaram uma quebra de participações deste tipo de criminalidade de 3%, e a Madeira um aumento de 4%.

Criminalidade participada às forças de segurança aumentou 1,3% em 2015
A criminalidade geral participada às forças de segurança aumentou 1,3% no ano passado face a 2014, tendo contribuído para esta subida os crimes de fogo posto em floresta, burla informática contrafação e falsificação de moeda, segundo o RASI. O relatório indica que a criminalidade geral participada aumentou 1,3 por cento (%), tendo-se registado mais 4.721 participações do que em 2014, num total de 356.032.
«Em 60 por cento dos distritos e regiões autónomas resulta um aumento, com destaque para Vila Real (+9,4%; +574); Guarda (+7,4%; +311); Viana do Castelo (+6,7%; +493) e Porto (+3,8%; +2.272)», salienta o documento, adiantando que «quanto a diminuição, destacam-se Beja (-5,1%; -233); R.A. Açores (-3,6%; -331); Évora (-3,3%; -149) e Setúbal (-3,1%; -1006)».
No âmbito da criminalidade geral, os crimes mais registados pelas forças de segurança em 2015 foram os de incêndio/fogo posto em floresta, mata, arvoredo ou seara, que sofreram um aumento de 106,2%, burla informática e nas comunicações (mais 73,7%) e contrafacção, falsificação de moeda e passagem de moeda falsa (mais 34%).
Segundo o RASI, em 2015, as forças de segurança registaram 9.988 participações de incêndio/fogo posto em floresta, mata, arvoredo ou seara, representando mais 5.145 registos do em que em 2014.
Os crimes de burla informática e nas comunicações totalizaram 7.830 queixas, mais 3.322 do em 2014, e o de contrafação, falsificação de moeda e passagem de moeda falsa contabilizou 5.739, mais 1.456 participações.
Já os crimes que registaram uma descida no ano passado em termos da criminalidade geral foram os de furto em residência (menos 16,2%), furto em veículo motorizado (menos 9,1%) e furto de metais não preciosos (menos 21,9%), adianta o documento.
De acordo com o RASI de 2015, as forças de segurança registaram 16.186 participações do crime de furto em residência, com arrombamento, escalamento ou chave falsa, uma redução de 3.126 registos face a 2014 (menos 16,2%).
O crime de furto em veículo motorizado desceu 9,1 por cento em 2015, tendo as polícias recebido 25.360 participações, menos 2.534 do que em 2014, enquanto o de furto de metais não preciosos diminuiu 21,9%, num total de 6.604 queixas, menos 1.847 registos.

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