Guarda, município amigo da juventude

Segundo uma notícia deste Jornal (1), publicada a 25 de maio, o Município da Guarda foi o único do distrito a ser distinguido com o “Selo de Município Amigos da Juventude”, atribuído pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ).

Segundo o Regulamento que define a atribuição deste selo (2), a mesma está assente na existência de órgãos, planos e estratégias para com a juventude e as suas organizações, nomeadamente:

  • Conselho Municipal de Juventude;
  • Plano Municipal de Juventude;
  • Apoio direto ao associativismo juvenil;
  • Políticas de apoio à iniciativa jovem;
  • Pelouro da Juventude;
  • Divisão de Juventude com Técnicos/as de Juventude;
  • Plano de investimento no Setor da Juventude;
  • Mecanismos/Ferramentas de co-gestão;
  • Espaços para associações e projetos jovens.

Este selo apresenta ainda três categorias, que vão de uma a três estrelas. Para ser contemplado com uma estrela, o município deve cumprir seis critérios, sendo um deles o Conselho Municipal da Juventude, entidade existente no Município da Guarda e cuja atividade tem sido regular nos últimos tempos. Para as duas estrelas, o município deve também possuir 6 critérios, sendo dois deles o Conselho Municipal da Juventude e o Plano Municipal de Juventude. Finalmente, para a distinção máxima, com três estrelas, o município deve possuir os 9 critérios na totalidade. Relativamente a este último, segundo uma notícia da própria FNAJ (3), os Municípios que o atingiram foram Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia, Vila Franca de Xira, Valongo, Portimão, Lousã e Maia.

Este reconhecimento, no caso particular do Município da Guarda reconhece o trabalho em prol dos jovens desenvolvido pelo Município da Guarda, não só do atual executivo e respetivas equipas, mas também dos anteriores. Todavia, deve sobretudo ser um impulso forte para alavancar mais ações e iniciativas, de modo a que nos seja possível figurar, num futuro próximo, no curto rol de municípios no topo do reconhecimento por parte desta Federação.

P.S.: Em tempos idos, era muito comum usar-se chapéu. Nesse tempo, erguia-se este adereço quando se saudava alguém, como um sinal de respeito e consideração. Com o passar do tempo, o chapéu caiu em desuso, sendo menos frequente encontrar alguém com a sua cabeça tapada por um.

Regressando ao tempo presente, tenho-me tornado, desde há uns meses e sobretudo em deslocações pedonais na cidade da Guarda, assíduo utilizador de auscultadores sem fios. Este hábito conduz a que, frequentemente, me cruze com pessoas conhecidas na rua enquanto estou com os ouvidos tapados. A princípio, quando tal sucedia via-me confrontado com um dilema: ou falava por cima das ondas que saíam dos dois emissores de som circunstancialmente transformados em barreiras da comunicação, correndo o risco de me expressar uns decibéis acima do aceitável, ou retirava os phones, num ato mais demorado, mas, certamente, mais propício a uma decente comunicação.

Ora, com a prática que estes encontros ocasionais me foram dando, cheguei à fórmula que agora utilizo sempre: retiro apenas um dos auscultadores, o que me permite ter uma conversa livre de obstáculos sem exigir uma grande logística para, após o breve encontro, retomar o que estava tranquilamente a ouvir.

Sinal dos tempos, o gesto semicircular de levar a mão até à cabeça seguido de uma elevação vertical para levantar o chapéu foi substituído, na sua dinâmica final, por um outro movimento semicircular, este de sentido descendente, para preservar o auscultador na mão durante os breves momentos que medeiam o “Olá” e o “Até à próxima”.

1 https://terrasdabeira.gmpress.pt/camara-da-guarda-distinguida-com-selo-de-municipio-amigos-da-juventude/

2 https://www.redemunicipiosjuventude.fnaj.pt/wp-content/uploads/2022/02/Regulamento-de-Manutenc%CC%A7a%CC%83o-na-Rede-e-Selo-de-Munici%CC%81pio-Amigo-da-Juventude.._.pdf

3 https://www.fnaj.pt/index.php/noticias/item/96

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