“Hard Season”

Este não é, de todo, o tempo da “Silly Season”!

Fosse a tradição o que era, deveríamos estar, desde há alguns dias, com a política em gestão corrente e muitos dos políticos em gozo de férias!

A vida, no entanto, tem sido tudo menos normal, nos dois últimos movimentos de translação efetuados pela terra!

E não! Não ficou tudo bem!

Nem o mundo vive no colorido arco-íris que acompanhava a frase, nem o bicho homem se tornou melhor depois disso, já que os céus se carregaram com o tom cinzento da guerra (que na realidade nunca se retirou do palco mundial), mas chegou mais perto de nós.

A par de tudo isso, a canícula instalou-se! Por mais dias seguidos que aqueles a que estamos habituados e o país, à míngua de água, depois de mais um ano em que a chuva se esquivou ao cumprimento do enchimento de barragens, albufeiras e atestar de nascentes, foi assolado por nova e violenta vaga de incêndios.

Como se não houvesse já tanto mal que nos atormentasse, depois das dificuldades na Saúde, na Educação, nos aeroportos ou nas complicações ferroviárias, e às quais podemos ainda juntar a simples falta de comunicação (ou de jeito?) dentro do governo.

Um verão diferente será assim o mais fácil de prever, quanto às notícias que nos assolarão a cada instante, arrastando-nos para fora das habituais banalidades, aquelas que os periódicos costumam apresentar no verão, por falta de matéria mais capaz de entusiasmar os leitores.

Tudo isto, num tempo em que necessitaríamos de esquecer o aumento galopante dos preços do que é mais básico e adiar, até quase chegar à última gota, o encher do depósito do automóvel na esperança que o fim da semana traga a baixa milagrosa do líquido que o faz andar.

Esqueçamos momentaneamente o disparo da inflação e apontemos as forças para este tempo de férias, que se goza ou virá a gozar nas próximas semanas.

Pela frente haverá sempre a oportunidade de a diversão recorrer às festas populares que animarão as aldeias e vilas do interior.

Em qualquer adro de igreja, ou praça central, haverá sempre uma festa onde se encontrarão amigos vindos de longe, que entre abraços e um copo, farão, momentaneamente, cair no esquecimento, as notícias.

Lá no meio talvez alguém se atreva a dizer: – Melhores dias virão!

Que comecem as férias…

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