Hospital da Guarda atinge «o patamar máximo» face aos recursos humanos de que dispõe

Nos últimos dias, o Hospital da Guarda voltou a aumentar o número de camas para internamento de doentes covid-19 e abriu uma segunda Unidade de Cuidados Intensivos para os doentes mais graves. Esta nova unidade de Cuidados Intensivos, com quatro camas, funciona na área do recobro anestésico. Com este reforço, o hospital passou a ter capacidade para internar 106 doentes em enfermaria e 16 em Cuidados Intensivos.

A abertura destas novas camas, como explicou o presidente da ULS da Guarda, João Barranca, foi para preparar o hospital que se encontrava «no limite» para o previsível aumento de doentes a registar-se esta semana. O dirigente realçou que a abertura destas camas só é possível graças «ao esforço enorme de todos os profissionais», porque neste momento «não há profissionais no mercado para recrutar profissionais. Não temos médicos intensivistas, não temos enfermeiros. É muito difícil neste momento recrutar pessoas».

João Barranca faz o «apelo» para que se cumpram as regras do confinamento para «ver se conseguimos baixar estes números que tanto nos atormentam». «Já não dispomos de mais meios para abrir mais camas. Estamos no patamar máximo», alerta.

João Barranca apontou que a 3ª fase do Plano de Contingência está concluída, não havendo mais medidas que possam ser tomadas. O Plano de Contingência tem definida uma última fase na qual se prevê que o hospital tenha de pedir apoio às unidades de saúde vizinhas para tratar os doentes.

O director do serviço de Medicina Interna, João Correia, sustenta que «todo o sistema está em sobrecarga desde meados de Dezembro» e as equipas «estão realmente em sobrecarga». João Correia entende que se está «a atingir o momento de pré-exaustão e de algum cansaço e é preciso ir motivando as equipas». Mas evidencia «o grande movimento de solidariedade entre as várias equipas».

Para o director do serviço de Pneumologia, Luís Ferreira, a grande diferença nesta fase da pandemia é o volume de doentes. Na primeira fase teve de ser feito um trabalho na definição de circuitos «que está a agora a ser muito útil». Pode ler a notícia completa na edição desta semana do Jornal Terras da Beira, já nas bancas.

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