Incêndios destruíram mais de 8.500 hectares no distrito em duas semanas

Em duas semanas, os incêndios florestais destruíram mais de 8.500 hectares de área florestal no distrito da Guarda. Os dados do último relatório do Instituto de Conservação da Natureza dão conta que até final de Agosto arderam 19.088 hectares, mais 8.596 do que o valor apurado até 15 de Agosto. Só o incêndio de Fernão Joanes, no concelho da Guarda, contribuiu para esta estatística com 3.632 hectares. Mas este número ainda não é definitivo. Este valor é provisório, está baseado «na cartografia de áreas ardidas resultante do satélite modis», ressalva o relatório à semelhança de outras ocorrências.
A destruição no distrito da Guarda é o resultado de 345 ocorrências, das quais 148 atingiram dimensões superiores a um hectare. Em 16 ocorrências, os fogos afectaram uma área superior a 100 hectares, sendo por isso considerados grandes incêndios. O maior incêndio do ano no distrito da Guarda foi o que teve início no Rochoso, concelho da Guarda e que se alastrou aos concelhos de Pinhel e de Almeida. As chamas que deflagraram a 17 de Julho consumiram 5.666 hectares.
Recorde-se que o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, disse que a autarquia estava a fazer o levantamento dos prejuízos dos incêndios no concelho.
Ardeu mais este ano do que no ano passado nos primeiros 8 meses
Os dados apurados até agora representam um aumento da área ardida comparativamente ao ano passado. Por esta altura tinham ardido 9 556 hectares no distrito da Guarda. O período mais crítico para a ocorrência de fogos, que inclui o mês de Setembro, terminou no ano passado com 10.605 hectares de área queimada.
Mesmo assim, e apesar deste ano se ter verificado um aumento significativo da área ardida na segunda quinzena de Agosto, os valores ficam abaixo do registado em 2015, ano em que nos primeiros oito meses do ano foram destruídos pelo fogo mais de 12 mil hectares. Nesse ano, um incêndio devastou uma vasta área no concelho do Sabugal, provocou o pânico em diversas aldeias e causou a morte a um homem com cerca de 70 anos que não conseguiu escapar às chamas quando tentava proteger os terrenos agrícolas. O incêndio terá sido causado por um raio de uma forte trovoada que se abateu sobre a zona de Sortelha.
O pior período entre Janeiro e Agosto dos últimos anos foi 2010. Nesse ano, a área ardida no distrito da Guarda representava 22 por cento do total ardido em Portugal até final de Agosto. Era o distrito com mais área ardida em Portugal continental, 23.782 hectares. Neste período, o melhor ano foi 2014, uma vez que os fogos consumiram apenas 1 779 hectares. Mesmo assim, o distrito acabaria por ser o mais fustigado pelas chamas nesse Verão, tendo ardido mais de cinco mil hectares (5 235).
Recorde-se que até final de Setembro, o dispositivo de combate a incêndios está mobilizado ao máximo, na chamada fase Charlie. No distrito estão mobilizados meios aéreos na Guarda, Meda e Seia e um total de 597 operacionais, incluindo os 45 elementos da Força Especial de Bombeiros, apoiados por 151 veículos.

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