IPG à espera da segunda fase «tradicionalmente boa» para garantir alguns cursos

O Instituto Politécnico da Guarda colocou na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 309 caloiros, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 46 por cento. Repetiram-se os vazios nas engenharias Civil e Topográfica e há cursos com menos de 10 colocados. O presidente do IPG, Constantino Rei, acredita que na segunda fase, «tradicio-nalmente boa», as colocações nestes cursos vão melhorar, pelo menos para atingir os mínimos de funcio-namento.

 

Os 309 estudantes colocados no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior têm esta semana para se matricularem na instituição. Se não o fizerem, os lugares reverterão para a segunda fase de candidaturas que decorre até 23 de Setembro. Os lugares libertos irão somar-se às 369 vagas para novos alunos e que não foram ocupadas. A taxa de ocupação é de 46 por cento, para um total de 676 vagas iniciais. Repetiram-se os vazios das licenciaturas de Engenharia Civil e Engenharia Topográfica e quatro cursos colocaram menos de dez alunos – Contabilidade, Design do Equipamento, Energia e Ambiente, Animação Sóciocultural e Restauração e Catering. O presidente do IPG, Constantino Rei admitiu ao TB ter consciência de que alguns cursos iriam ficar com vagas por preencher, mas argumenta ser preferível não reduzir lugares para ter «mais flexibilidade» em alguns cursos de forma a não comprometer a entrada de alunos noutros regimes, nomeadamente para estudantes internacionais.
Constantino Rei admite não estar «preocupado» com Engenharia Topográfica, porque no âmbito de uma parceria com a Associação de Topógrafos há entre 15 a 20 profissionais interessados em concluir a licenciatura. Recorde-se que este é o único curso da área existente em Portugal, facto que tem permitido ao IPG manter a autorização para funcionar apesar da baixa procura dos últimos anos. No caso de Engenharia Civil, o objectivo é pelo menos atingir o número mínimo de dez alunos para que a licenciatura se possa manter e «evitar a morte do curso na secretaria». Em relação aos restantes cursos ainda com bastantes vagas, Constantino Rei acredita na recuperação na segunda fase de candidaturas que «tradicionalmente é boa e tem resultados satisfatórios». A expectativa é que haja um aumento da procura em cursos como Contabilidade, Desporto, Farmácia, Design de Equipamento e Desporto.

Enfermagem manteve a tradição
Entre as 19 licenciaturas ministradas no IPG, Enfermagem voltou a ser a única que conseguiu preencher todas as vagas colocadas a concurso. O último aluno a ser colocado neste curso tinha uma média de 117,4 valores. O maior número de lugares livres para a segunda fase está disponível na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, onde existem vagas em todos os cursos. A melhor média de entrada no IPG foi registada nesta Escola no curso de Contabilidade com 121,7 valores.
Na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto também ainda há lugares em todas as licenciaturas. A licenciatura de Desporto é a que tem mais vagas. Na Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia, estão por ocupar 51 vagas, sendo que quase metade são do curso de Restauração e Catering que colocou apenas 5 alunos num total de 26 lugares. Foi nesta escola que se registou a média de entrada mais baixa, o mínimo aceite (95,0), no curso de Gestão Hoteleira.

 

Elisabete Gonçalves
elisagoncalves.terrasdabeira@gmpress.pt

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