Jardim José de Lemos abre ao público na Dia da Liberdade

Jardim José de Lemos da Guarda passará a ficar acessível a partir do meio-dia do próximo 25 de Abril. A inauguração deste espaço, que foi requalificado, integra o programa oficial das comemorações do 25 de Abril, que começam pelas 10h30 com o hastear da bandeira, seguindo-se a Assembleia Municipal Jovem. Ainda durante a manhã serão inauguradas, pelas 12h30, as obras de requalificação de espaços públicos na Guarda-gare. À tarde haverá um torneio de basquetebol, a inaugurção da exposição “Mandalas de Abril e Abril em construção – Escolas do 1º Ciclo”, no Museu de Arte Sacra.
O programa inclui ainda visitas a diversas obras em Sobral da Serra e Vila Cortez do Mondego. À noite haverá o concerto de Ana Moura, que coincide com mais um aniversário do Teatro Municipal da Guarda.
Para além deste concerto, as comemorações do Dia da Liberdade ficarão marcadas com a abertura ao público do Jardim José de Lemos. De recordar que a requalificação deste espaço e do Parque Municipal são dois dos vários projectos do chamado «eixo central» da cidade que provocaram alguma polé-mica. Um por prever o corte das sebes de bucho e a pavimentação com saibro branco. O outro por apontar para o corte de cerca de 35 árvores e impermeabilização do solo do parque.
No caso do Jardim José de Lemos, que agora fica concluído, a equipa projectista “Barbosa & Guimarães” propõs, como o TB divulgou em primeira mão, «uma intervenção muito delicada e simplificadora da imagem, enfatizando o traçado geo-métrico», focando-se na «correcção dos canteiros e percursos pedonais que desenham o conjunto, obtendo proporções e alinhamentos que o tempo e a intervenção permanente dos fenómenos naturais vêm desgastando».
«Procurando abrir toda a zona ajardinada para a sua envolvente mais imediata, facilitando a sua leitura visual a partir das ruas adjacentes que de alguma forma o compõem», sublinham os autores do projecto.
Propuseram, por isso, uma limpeza de «todo o ruído» que existia, nome-adamente «todas as as caixas, bancos, tampas, iluminação, papeleiras, outros equi-pamentos ou mesmo toros de árvores cortados e ainda visíveis um pouco por todo lado».
O desenho dos canteiros dos anos 40 foi mantido com o recurso a um lancil metálico e os espaços verdes foram tratados de forma a possibilitar uma visibilidade total de fora para dentro, tendo, nesse sentido, sido,s retiradas as sebes de buxo que delimitavam todo o jardim.
«Os espaços com herbáceas e arbustos bem ao gosto do jardim romântico do início do século não possibilitam o pisoteio e ficam reduzidos a zonas centrais, aos canteiros pequenos inseridos nos eixos principais dos percursos e aos canteiros laterais onde funcionarão o bebedouro e futuramente um quiosque», referiram os arquitectos na memória descritiva do projecto.
O Jardim José de Lemos foi todo pavimentado com saibro branco, sendo que «toda a recolha de águas pluviais seja realizada nas laterais, com recurso a uma rede de geodrenos a pouca pro-fundidade».
Não foi contemplada a plantação de árvores, já que, justificaram, o espaço apre-sentava já densidade e variedade. Para abate apenas estava apenas indicada uma espécie, um “cupressus” por estar seco.
O quiosque que ainda não tinha sido modernizado foi removido, surgindo agora um novo. O mobiliário urbano e equipamentos existentes foram substituídos.

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