Lar de Foz Côa recebe novos voluntários para ajudar no cuidado de utentes

O provedor da Misericórdia de Foz Côa disse Sábado que o Lar Nossa Senhora da Veiga vai começar a receber novos voluntários para ajudar a cuidar dos mais de 40 utentes infectados pelo novo coronavírus. António Morgado referiu “Há 16 voluntários que terminam a sua missão no Domingo de Páscoa» e que Sábado já tinham chegado dois voluntários e que hoje vão contar com “mais oito pessoas para colmatar as necessidades”.
O provedor adiantou ainda que foram solicitadas dez pessoas ao centro de emprego para ajudar a cuidar dos utentes, mas só duas responderam afirmativamente. A previsão do provedor é de que o lar receba o apoio de um total de 12 novos voluntários.
António Morgado tinha já adiantado à Lusa que contratou mais dois enfermeiros, mas “serão necessárias mais pessoas para trabalhar no lar, devido ao número de auxiliares infectados pelo novo coronavírus”. Dos 30 funcionários do Lar Nossa Senhora da Veiga, gerido pela Misericórdia de Foz Côa, 19 testaram positivo para a Covid-19, sendo que um é profissional de saúde, precisou o responsável, na quarta-feira, admitindo hoje que não dispõe de novos dados.
A instituição contabiliza, até hoje, cinco mortes de utentes devido à Covid-19, com idades entre os 85 e os 100 anos.
Os primeiros 11 voluntários, estudantes de medicina e de enfermagem, chegaram ao lar no dia 30 de Março. Depois de repartidos por equipas, começaram de imediato a dar apoio aos utentes infectados. Segundo o provedor, todos os utentes e funcionários do lar da Misericórdia já foram testados, bem como pessoas suas conhecidas e familiares.
Os 11 utentes que tiveram teste negativo e permaneciam nas instalações do Centro de Gestão Agrícola, um espaço cedido pela autarquia, foram entretanto transferidos para um outro espaço da responsabilidade da Misericórdia “com melhores condições”.
Este lar encontra-se em regime de isolamento, tendo já sido alvo de um processo de desinfecção levado a cabo por uma empresa especializada, medida que foi estendida a outros locais daquela cidade do Douro Superior. O primeiro foco de infecção no lar foi registado no dia 25 de Março.

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