Líder distrital do PSD/Guarda sugere adiamento das eleições autárquicas

O presidente da Comissão Política Distrital do PSD da Guarda, Carlos Condesso, considera prudente avaliar o adiamento em «pelo menos seis meses» das eleições autárquicas, devido à pandemia causada pela covid-19.

«Na qualidade de presidente da Distrital do PSD da Guarda e de simples cidadão deste país, entendo que seria prudente avaliar atempadamente se há condições de se realizarem eleições autárquicas este ano», disse hoje o responsável à agência Lusa.

Segundo Carlos Condesso, o processo das eleições autárquicas «não se resume só ao dia das eleições, começando os contactos pessoais e a auscultação nos mais diversos partidos com muita antecedência».

«O adiamento de pelo menos seis meses faz sentido, devido à situação pandémica que o nosso país está a atravessar e porque não está garantido que em Setembro ou Outubro a população já esteja toda vacinada e a imunidade de grupo já esteja garantida», sustentou o social-democrata.

O líder do PSD no distrito da Guarda lembra que no processo das autárquicas «estão envolvidos largos milhares de cidadãos nos 308 concelhos, praticando, como habitual, uma campanha de proximidade e de contacto “porta a porta” e isso pode-se tornar num enorme barril de pólvora, desencadeando surtos por todo o país».

«Quem de direito tem de fazer já a avaliação desta situação, para depois não se andar a correr atrás do prejuízo. O país já foi fustigado demais e já se perderam muitas vidas por causa desta pandemia e não será por se adiarem as eleições por seis meses que algum concelho deste país fique prejudicado ou que a democracia não se cumpra de igual forma», defende.

No entender de Carlos Condesso, «tem de se agir com antecedência para não voltar a acontecer o que aconteceu no Natal».

«A salvaguarda dos cidadãos e as vidas humanas tem de ser sempre a prioridade. Temos o dever de proteger o nosso país e o direito de exercer o voto e fazer as nossas escolhas em conformidade com todo um processo eleitoral com a máxima segurança, legitimidade e normalidade», remata o dirigente.

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