Ligando notícias

Os últimos dias do ano velho trouxeram duas notícias pelo qual se ansiava há anos!

Duas notícias que se espera possam, de maneira diferente, vir a ser pólos de desenvolvimento distrital: a oficialização em decreto do Porto Seco da Guarda e a assinatura do Protocolo de Cogestão das Áreas Protegidas.

Notícias que talvez não se concretizassem nunca, não fora o caso de se alicerçarem na situação geográfica da cidade e da Serra onde se insere.

Seria assim um corolário lógico que este Porto Seco, a existir nesta era de globalização, fosse na cidade. Tudo porque a Guarda tem uma localização estratégica que potencia a integração e aproveitamento das diferentes modalidades de transporte (ferroviário e marítimo, mas também, porque não, rodoviário) devido à concordância das linhas férreas da Beira-Baixa e Beira-Alta e a proximidade da fronteira com a Espanha.

Um potencial que poderá ajudar a reverter a tendência de perda demográfica a que o eixo ferroviário e transfonteiriço assistiu desde há seis décadas atrás e que despovoou a região.

“Este parte, aquele parte e todos, todos se vão…”

Os versos lembravam tempos de emigração e de terras que ficavam sem quem plantasse o pão!

Começava aí o abandono das terras altas da Serra da Estrela onde o centeio e muita feijoca se produzia, provocando a extensão de matagal e reduzindo algum do alimento aos animais que a habitavam e cuja cadeia alimentar levava a que raposas e javalis não procurassem (como hoje) as zonas urbanas.

Anos depois veio o Parque, agudizando o virar de costas entre o Homem e Área Protegida, numa gestão que as autarquias não compreendiam de todo por ultrapassar competências nos seus territórios.

Meio século depois surgiu esta Cogestão… para (finalmente) “aproximar as áreas protegidas das pessoas que vivem nelas, que as têm preservado e mantido”.

Uma área protegida deve saber viver da simbiose entre o Homem e a Natureza pois entre os dois se deve forjar o território que pisamos e devemos preservar para os nossos filhos e netos.

Ainda que discordando muitas vezes das decisões das autarquias quanto ao que fazem com os seus territórios penso que esta co-gestão poderá ajudar a pacificar relacionamentos.

Até porque hoje há todo uma consciência ambiental que há meio século não existia e muitos vigilantes naturalmente empenhados em que se preserve o que de melhor temos.

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